22 abril 2024 - 7:05
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Servidores da área da saúde passam por capacitação sobre Febre Maculosa em Orleans

Quase 100 técnicos ligados às secretarias de saúde dos municípios nos arredores de Orleans participaram nesta quinta-feira, dia 28, da capacitação sobre Febre Maculosa, realizada no Centro Universitário Barriga Verde (Unibave). A iniciativa é da vigilância epidemiológica do município de Orleans, em parceria com o curso de Medicina Veterinária do Unibave.

A doença ganhou notoriedade depois que quatro óbitos foram registrados em uma fazenda em Campinas, no interior de São Paulo, decorrente da doença. Segundo dados do Sistema Único de Saúde (SUS), o município de Braço do Norte, por exemplo, teve 10 notificações em 2022, sendo que dois casos foram confirmados. No mesmo ano, Urussanga também teve um caso confirmado. Em uma análise dos últimos seis anos, foram nove casos confirmados na AMREC e dois na região da Amurel.

A professora do Unibave, que também é chefe da Vigilância Epidemiológica do município de Orleans, a enfermeira Alana Patrício Crozetta, comenta que não são números preocupantes. “Não é um número alarmante. Mas é um caso que profissionais (de saúde) devem atender porque a febre maculosa circula em nossa região. A gente precisa se atentar e tratar adequadamente e em tempo oportuno”, declarou.

A professora do curso de Medicina Veterinária do Unibave, Márcia Sagaleti Lavina, explica que os carrapatos vêm sendo objeto de pesquisa dos profissionais da instituição há alguns anos, e que a capacitação foi a oportunidade de apresentar um pouco desse trabalho. Segundo ela, pelos estudos realizados, a capivara não tem uma participação tão importante quanto na região Sudeste. “Para nós, o cão, e principalmente o cão que tem acesso à área rural, é o principal veículo de transmissão”, afirma.

Em relação à prevenção, a professora Márcia lembra que é necessária atenção com os pets, pois os carrapatos também podem causar doenças neles. “Temos que ser vigilantes. Saber que o cachorro precisa ficar desparasitado. Controlar essas infestações”, aconselha a veterinária, lembrando que há produtos nas agropecuárias para combater o carrapato.

Sintomas

Os profissionais alertam que nem todos os carrapatos transmitem a febre maculosa, mas é importante ficar atento aos sintomas em caso de contato com o inseto. “É ideal que a pessoa que encontrou um carrapato em si mesma observe os sintomas, como febre, dor muscular, dor nas articulações, cansaço e uma sensação de prostração diferente”, descreve Alana. Os sintomas geralmente aparecem dentro de uma semana após o contato e podem se estender por até 14 dias. Se houver sintomas, é recomendado procurar os profissionais de saúde e relatar o caso.

O reitor do Unibave, Guilherme Valente de Souza, fez a abertura do evento dando as boas-vindas aos presentes, assim como o secretário de saúde de Orleans, Murilo Debiasi Ferrareis. Murilo ressaltou a importância de os profissionais de saúde terem momentos de atualização. Segundo ele, os casos de febre maculosa ocorridos em São Paulo geram curiosidade e questionamentos por parte da população aos profissionais. O secretário também elogiou a parceria com o Unibave e a disponibilidade dos seus professores em compartilhar conhecimentos com os profissionais de saúde.

Colaboração: Antonio Rozeng: Assessoria de Imprensa / Unibave

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