É normal buscarmos a nossa “cara metade” como se diz vulgarmente. Outros falam em “alma gêmea”, busca esta que já começa na adolescência. Mas ela é tão sutil que nem notamos, embora enxergada nas mais diversas fisionomias, silhuetas que fazem a gente ficar eufórico, o coração bater mais forte com palpitações, arritmias, e ao conversar com a pessoa encontrada o suor nos toma conta, pupilas se delatam e falta fôlego, a boca seca e a voz embarga, e trememos de cima a baixo.
Quando tais sintomas afloram podemos acreditar que estamos em vias de encontrar o amor verdadeiro, pois não se trata de simples atração ou desejo sensual, é algo mais profundo que nem todos sabem o que é, mas trata-se das almas que se reconhecem, e então eclode a paixão. É algo profundo e pode vir de outras vidas, pois em verdade “quem ama é o espírito e não o corpo”.
Reclamamos em muitas ocasiões que nossos relacionamentos não dão certo, e ás vezes mesmo parecendo que irão durar, passa algum tempo de convívio a relação fica insuportável, e nos separamos. É que a união não partiu de um amor verdadeiro e sim de interesses financeiros, posições sociais, ou apenas de atração física.
É verdade que precisamos da atração carnal para facilitar as aproximações e chamar atenção um do outro, mas se não existir o amor verdadeiro em ambos os espíritos a relação não durará, e força-la só trará ruins consequências.
O amor transcende a vida, e é o único objetivo principal do ser humano. É o que possibilita a evolução em direção ao Criador.
Não devemos reclamar das separações ou das uniões que não dão certo ou que não perduram por muito tempo, certamente não eram para ter existido, e se terminaram certamente foi para evitar-se um mal maior.






















