3 dezembro 2020 - 2:22

Homem acusado de atirar na namorada e abandoná-la em hospital é condenado a 12 anos

Depois de quase 11 horas de duração, o Tribunal do Júri da comarca de Joinville condenou a 12 anos um homem por homicídio qualificado e fraude processual. O Conselho de Sentença, integrado por sete jurados, não acatou a qualificadora de feminicídio. O crime, ocorrido em 24 de julho de 2019, teve grande repercussão na época. O rapaz chegou ao Hospital Bethesda, naquela cidade, com a namorada no porta-malas de seu carro. Ela havia recebido um tiro no peito. O homem carregou a moça nos braços, pediu socorro na portaria e a deixou no local. Disse que buscaria documentos no veículo, mas não retornou. A jovem morreu passados 20 minutos. O rapaz, posteriormente, alegou que um tiro acidental causou a tragédia. O julgamento ocorreu durante toda a terça-feira (27/10).

No período da manhã, foram ouvidas quatro testemunhas – uma indicada pelo Ministério Público e outras três pela defesa – e também o réu. Pela ordem, o primeiro a falar foi o promotor Ricardo Paladino, do Ministério Público, que apresentou vídeos de depoimentos da audiência de instrução e exibiu cenas da chegada da garota carregada no colo para dentro do Hospital Bethesda. O promotor falou da suposta ocultação de celulares e da arma do episódio para esclarecer detalhes do caso. Os advogados de defesa argumentaram que o tiro disparado pela arma foi acidental, ou seja, sem a intenção de matá-la. Após as duas explanações, também aconteceu a réplica e a tréplica.

A sessão de julgamento foi presidida pelo juiz Gustavo Henrique Aracheski, titular da Vara do Tribunal do Júri da comarca de Joinville. Atuou com o promotor Ricardo Paladino, com os assistentes de acusação: advogados Marco Aurélio Marcucci e Israel Patrício. Os advogados de defesa do réu foram: Pedro Wellington Alves da Silva, Jonathan Moreira dos Santos, Deise Kohler e Antônio Luiz Lavarda. (Autos nº 0014308-20.2019.8.24.0038).

TJSC

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