17 maio 2022 - 2:45

Eficiência energética na gestão pública

Confira cinco motivos para promover a modernização da iluminação pública. Só assim será possível usar a menor quantidade possível de energia e obter o máximo efeito

Em tempos de aumento na conta de luz e da necessidade do uso racional dos recursos naturais, falar em eficiência energética se torna algo urgente. Sendo que,  este conceito defende o uso da menor quantidade possível de energia: eletricidade, gás e diesel, para conseguir a satisfação de todas as necessidades de luz, calor, frio e comodidade em geral.

Mas como ela funciona e quais são as formas de economizar? A eficiência energética se aplica também para a iluminação pública? As grandes cidades em todo o país já deram início ao processo de modernização da iluminação pública. E é aí que entra a eficiência energética. Ela nada mais é do que a forma com que desempenhamos alguma tarefa ou atividade utilizando a menor quantidade de energia possível. Sendo que, isso não significa desligar aparelhos ou diminuir a qualidade. O objetivo é usar aparelhos mais modernos e econômicos.

Além disso, esse processo de modernização também torna as regiões públicas mais atrativas e seguras. Em Santa Catarina, por exemplo, as prefeituras de cidades como Florianópolis, São José, Palhoça, Blumenau, Joinville, Indaial e São Francisco do Sul, já adotaram a tendência que inclui o tipo de contrato de prestação de serviços em gestão da iluminação pública realizado entre uma empresa privada e o governo municipal. O Consórcio SQE Luz, formado pelas empresas ENGIE e QUANTUM Engenharia, é um deles e mantém altos níveis de eficiência aliando experiência e tecnologia.

“Os municípios vêm investindo em uma série de obras para modernização da rede de iluminação por toda a cidade e a utilização de lâmpadas LED é uma característica iminente da modernização. O modelo proporciona, em média, 50% de economia no consumo de energia, mais conforto e melhor percepção visual devido à emissão de luz branca e boa reprodução de cores”, explica Rodrigo Mokfa, gerente da SQE Luz.

A instalação atual ainda reduz os custos de manutenção em função da vida útil elevada e, consequentemente, gera menos interferência nas vias para manutenção, contribuindo para a mobilidade urbana da cidade e para a preservação do meio ambiente. Abaixo, confira 5 motivos para promover a modernização da iluminação pública e o descarte correto dos insumos antigos em seu município:

1) EFICIÊNCIA ENERGÉTICA: Investir na modernização da iluminação pública gera economia ao município, pois a eficientização energética entrega maior luminosidade com menos custo. As lâmpadas LED emitem luz branca com índice de 70% da percepção das cores, contra 30% das lâmpadas comuns. Desta forma, ampliam a visibilidade. Além disso, ainda consomem 50% menos energia elétrica do que as lâmpadas tradicionais e duram cerca de cinco vezes mais.

2) DESENVOLVIMENTO SOCIAL: A emissão de luz branca e consequente maior luminosidade, proporciona também o embelezamento da cidade e o aumento da sensação de segurança, tendo em vista que crimes são inibidos pela facilidade de identificação dos suspeitos. Assim, são incentivadas a vida noturna e a prática de esportes à noite, por exemplo. Essa maior movimentação e segurança também encorajam empreendedores a abrirem ou expandirem seus negócios, gerando uma cadeia de efeitos positivos com capacidade de alavancar o turismo, gerando emprego, renda e bem-estar social.

3) PRESERVAÇÃO AMBIENTAL: As lâmpadas de LED não têm elementos tóxicos, sendo 100% recicláveis. Porém, ao promover a modernização, é preciso fazer a destinação correta do material antigo. Os municípios precisam contratar empresas especializadas para descontaminação das lâmpadas da iluminação pública ao fim da vida útil, garantindo que não sejam descartadas em lixões ou aterros sanitários. Existem normas ambientais, assim como empresas especializadas em reciclagem de lâmpadas que realizam todos os procedimentos necessários. É importante que as Prefeituras contratem esse serviço de forma direta ou por meio de empresas gestoras dos contratos de IP, o que pode ser feito via licitação ou parceria público-privada (PPP).

4) SUSTENTABILIDADE E ECONOMIA: Além de proteger o meio ambiente, promover a destinação correta dos insumos da iluminação pública resultantes da modernização também pode gerar economia ao município. Isso pode ser conseguido pelo mapeamento do processo e gestão dos resíduos da iluminação pública, assim como formas de viabilizar a logística reversa junto a fornecedores e fabricantes. Ou seja, é possível recuperar valor em produtos e materiais descartados, trazendo-os de volta ao ciclo produtivo para reuso, reciclagem, redução ou até mesmo descontaminação, aplicando a destinação final de maneira segura e ambientalmente correta.

5) MENOS LIXO NAS RUAS: Ao investir em reciclagem e cuidados como a logística reversa, a iluminação pública também está cuidando do meio ambiente.  A reciclagem, quando ocorre, geralmente é por meio de iniciativas que surgem devido a um problema social, quando famílias catam e vendem materiais recicláveis como forma de sobrevivência. Ou seja, é um processo que não está propriamente relacionado a uma conscientização ambiental ou regulatória. Portanto, cabe aos administradores públicos buscar parcerias e fiscalizar as ações, sendo que a sociedade pode e deve colaborar nesse processo.

Colaboração: Dariane Carvalho | Estrutura de Comunicação

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