A influência do fenômeno El Niño sobre o clima brasileiro deve alterar significativamente a distribuição das chuvas em praticamente todo o país nos próximos meses. Enquanto a região Sul tende a registrar precipitações acima da média, muitas vezes concentradas em curtos períodos e com maior risco de encharcamento das áreas de produção, as regiões Norte e Nordeste podem enfrentar chuvas mais irregulares, períodos secos prolongados e redução no volume total de precipitações.
“Essas alterações climáticas impactam diretamente a produção pecuária, principalmente os sistemas baseados em pastagens. A disponibilidade e a qualidade do capim podem variar consideravelmente entre regiões e propriedades, afetando o consumo voluntário de forragem pelos animais e reduzindo o aporte de nutrientes essenciais para manutenção e ganho de peso”, destaca Rafael Silva, consultor técnico de nutrição da Agronorte, indústria de nutrição animal com atuação no Norte e no Nordeste do país.
Além da menor oferta de pasto, as pastagens submetidas a estresse hídrico costumam apresentar redução nos teores de proteína bruta e menor digestibilidade da fibra, comprometendo o aproveitamento dos nutrientes pelos bovinos. Como consequência, os animais podem apresentar queda no desempenho produtivo, menor ganho médio diário, perda de escore corporal, atraso na idade de abate e redução dos índices reprodutivos.
“Diante de desafios como esses, a suplementação estratégica no cocho torna-se uma importante ferramenta de manejo para minimizar os impactos das oscilações climáticas e garantir a eficiência produtiva do rebanho. A correção dos déficits nutricionais permite manter o equilíbrio ruminal, melhorar o aproveitamento das forragens disponíveis e sustentar níveis adequados de desempenho mesmo em períodos de menor qualidade das pastagens”, explica Silva.
Entre os nutrientes que mais influenciam os resultados zootécnicos destacam-se a proteína e a energia, frequentemente deficientes em sistemas de pastejo durante a transição entre estações ou em períodos de seca. A proteína é fundamental para a atividade dos microrganismos do rúmen, favorecendo a digestão da fibra e o consumo de pasto. Já a energia é essencial para o crescimento, a terminação e o desempenho geral dos animais.
Além desses nutrientes, a suplementação mineral também desempenha papel indispensável. Macrominerais como fósforo, cálcio, sódio, magnésio e enxofre, bem como microminerais como zinco, cobre, selênio e cromo, participam de processos ligados ao crescimento, fertilidade, imunidade, desenvolvimento ósseo e metabolismo energético. As vitaminas também exercem funções importantes na saúde e produtividade dos bovinos, especialmente em situações de maior desafio nutricional ou ambiental.
Pensando em atender às diferentes necessidades dos sistemas de produção a pasto, a Agronorte disponibiliza soluções completas por meio das linhas Pasto, Phoscerrado e Evo.
A Linha Pasto foi desenvolvida para oferecer suplementação proteica, proteico-energética e rações completas, auxiliando produtores que buscam maximizar o desempenho animal em diferentes épocas do ano. Já a Linha Phoscerrado é voltada para a suplementação de macro e microminerais, contribuindo para a correção das deficiências minerais das pastagens e o atendimento das exigências nutricionais do rebanho. Por sua vez, a Linha Evo complementa a nutrição animal com minerais, vitaminas, aditivos e fontes de nitrogênio não proteico, fornecendo nutrientes que muitas vezes estão presentes em quantidades insuficientes na dieta e auxiliando na melhoria da eficiência produtiva.
“Em um cenário de maior instabilidade climática, o planejamento nutricional torna-se um diferencial competitivo para a pecuária. Avaliar constantemente as condições das pastagens e adotar estratégias adequadas de suplementação são medidas fundamentais para preservar a produtividade, a rentabilidade e a sustentabilidade dos sistemas de produção”, finaliza o consultor técnico.
Sobre a Agronorte
A Agronorte é líder em alimentação animal no Norte e Nordeste com atividades diversificadas, incluindo pecuária (cria e recria), piscicultura, logística, armazenagem e comercialização de milho e soja nos mercados interno e de exportação, revendas de produtos agropecuários, fabricação de rações animais, posto de combustível e loja de conveniência. Mais informações: www.agronorte.com.
A empresa também adquiriu, em janeiro de 2026, a Total (Agronorte), tradicional marca de alimentos para animais, com mais de 50 anos de mercado, presença internacional e unidade industrial em Três Corações (MG). A fábrica tem mais de 500 mil m², estações de tratamento de água (ETA) e de efluentes (ETE), dez linhas de extrusão e capacidade de produção mensal de 27 mil toneladas.
| Rafael Iglesias- Texto Comunicação Corporativa |














