27 maio 2024 - 6:23
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XIV Seminário da Enchente de 1974 debate soluções para as cheias na Bacia do Rio Tubarão e Completo Lagunar

Dezenas de pessoas lotaram o auditório da Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel) na manhã desta sexta-feira, 24, durante o XIV Seminário a Enchente de 1974, para debater a situação de risco da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar. Previsto na Lei Municipal nº 3289/2009, o encontro acontece anualmente para relembrar a ocorrência trágica e reforçar a busca por investimentos para ações preventivas, principalmente para a redragagem do Rio Tubarão.

Para o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar, Woimer José Back, o seminário foi um grande momento para evidenciar a união de forças e conduzir ações no sentido de conseguir melhorias para a região. “Dentro da programação, foram apresentados vídeos, imagens e depoimentos para relembrarmos quão trágica pode ser a situação das cheias em nossa bacia, um assunto muito impactante, que não podemos esquecer. Os alertas estão aí, volta e meia acontecem cheias, por isso precisamos nos empenhar no sentido de implementar ações efetivas de prevenção, para podermos conviver com o excesso das águas que de vez em quando ocorrem”, argumenta.

Ainda conforme o presidente, as forças políticas presentes se mostraram dispostas a tentar viabilizar investimentos, com destaque inicial para a redragagem do Rio Tubarão. “Mas não apenas isso, pois outros estudos e investimentos também são necessários para convivermos com as águas em excesso que são registradas em diversas ocasiões”, completa.

Atualização do projeto

A expectativa para o próximo encaminhamento vem da fala do secretário de Estado da Casa Civil, Estêner Soratto, que participou do evento e afirmou que o Estado deverá viabilizar recursos para a atualização do projeto da redragagem do Rio Tubarão. “Após essa atualização, a próxima etapa será obter o licenciamento ambiental, que irá permitir que se contrate as empresas para fazer a redragagem. Com isso, de forma geral, acredito que o seminário tenha sido muito positivo, pois conseguimos unir mais forças em prol da nossa causa”, avalia Back.

Fortalecimento dos Comitês

Coordenador geral do ProFor Águas – nova Entidade Executiva do Comitê Tubarão e Complexo Lagunar -, o professor Carlyle Torres Bezerra de Menezes apresentou, também durante o seminário, a nova proposta de fortalecimento dos comitês. A Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) passou a atuar como Entidade Executiva, após ter seu projeto aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), no Programa de Fortalecimento dos Comitês de Bacias Hidrográficas, por meio do Edital de Chamada Pública FAPESC nº 32/2022.

“Com o seminário, mantivemos um diálogo direto com várias instituições representativas da Amurel, nos colocando à disposição em termos de ações de ensino, pesquisa e extensão, enquanto universidade que tem como missão o incentivo ao desenvolvimento regional e qualidade do ambiente de vida”, argumenta Menezes.

Em relação ao cenário debatido no encontro, de acordo com o coordenador geral do ProFor Águas – que também integra o quadro docente do Programa de Pós-graduação em Ciências Ambientais (PPGCA), atuando também no curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da Unesc –, além da redragagem do Rio Tubarão, outros aspectos ainda precisam ser levados em consideração para a revitalização completa do manancial, principalmente com ações envolvendo educação ambiental e sensibilização da sociedade para o problema.

“A representação política foi importante no evento, assim como a presença dos demais segmentos, como poder público e representantes da sociedade e do movimento ambiental. Foi um verdadeiro marco para debater a questão prioritária de nos anteciparmos ao problema, prevenindo eventuais tragédias que poderão acontecer com novas enchentes. Até porque essa é uma situação cada vez mais urgente, tendo em vista as previsões de mudanças climáticas sobre os recursos hídricos”, finaliza Menezes.

Colaboração: Francine Ferreira

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