15 julho 2024 - 3:06
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Vigilância Epidemiológica de Morro da Fumaça alerta sobre Febre Amarela

A confirmação de casos positivos de Febre Amarela em macacos, no estado vizinho, Rio Grande do Sul, trouxe de volta a preocupação sobre possíveis casos da doença entre humanos e coloca Santa Catarina em alerta. A informação foi divulgada através da nota informativa nº 25, divulgada pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica gaúcha, neste mês. De acordo com o documento, a circulação do vírus da febre amarela foi identificada nas cidades de: Caxias do Sul, Santo Antônio das Missões, Riozinho, Três Coroas e São Borja.

Conforme a Vigilância Epidemiológica, os macacos são sentinelas para a identificação de locais onde o vírus está circulando. Diante da constatação a população deve adotar alguns cuidados. “Ao avistar macacos doentes ou mortos, é importante não interagir com eles e informar imediatamente às autoridades de saúde. A notificação é importante para que as ações de controle e prevenção da doença sejam realizadas. Em Morro da Fumaça, o chamado pode ser registrado através do contato (48) 3434-5435”, explica a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Saiane Steinback.

Saiane esclarece ainda, que o macaco não é o agente transmissor da doença e sim insetos hematófagos da família Culicidae, em especial dos gêneros Aedes e Haemagogus. “As pessoas não devem fazer mal ao animal, ele é tão vítima da Febre Amarela quanto nós. Na verdade, ele é o nosso aliado nesse contexto, tendo em vista que, geralmente, os macacos adoecem primeiro, devido ao seu habitat, em meio a vegetação, onde há maior circulação de insetos”, esclarece.

Além de evitar o contato com o animal, o Ministério da Saúde alerta para a importância da imunização contra a infecção. “A única forma de evitar a febre amarela silvestre é a vacinação. O imunizante se encontra disponível em todos os postos de vacinação do país, tanto para adultos quanto para crianças. Os indivíduos devem receber a vacina a partir dos nove meses de idade. Assim, a proteção está garantida para o resto da vida”, pontua a secretária de Saúde, Marijane Felippe.

A febre amarela tem importância epidemiológica por sua gravidade clínica e potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti. Cerca de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem febre amarela grave podem morrer. Assim que surgirem os primeiros sinais e sintomas, é fundamental buscar ajuda médica imediata. As manifestações iniciais da Febre Amarela são: febre alta de início súbito, sensação de mal estar, dor de cabeça, dor muscular, cansaço, calafrios, náuseas e vômitos. Quando a doença evolui para a forma grave, há um aumento da febre, diarreia, reaparecimento dos vômitos, dor abdominal, olhos amarelados, semelhante à hepatite, sangramentos no nariz e gengivas, funcionamento inadequado de órgãos vitais como fígado e rins.

Colaboração: Daiana Carvalho

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