12 fevereiro 2026 - 9:19
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Unibave recebe prensa elétrica para fortalecer pesquisas em materiais sustentáveis

Profissionais do Centro Universitário Barriga Verde (Unibave) participaram, nesta quarta-feira (11/02), de um treinamento para operar uma prensa elétrica digital destinada a ensaios mecânicos de concreto e argamassa. O novo equipamento passa a integrar a estrutura do Laboratório de Ensaio de Materiais da instituição.

A aquisição foi viabilizada por meio do projeto “Desenvolvimento e análise do comportamento térmico de argamassas cimentícias com adição de resíduos de lã de vidro moídos”, contemplado no Edital CP 51/2024 – ACAFE, da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

De acordo com a coordenadora da equipe de pesquisa, professora Camila Machado de Oliveira, o equipamento contribuirá tanto para as aulas práticas dos cursos de Engenharia quanto para o desenvolvimento de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). “Com essa prensa, poderemos ampliar as pesquisas científicas e também oferecer prestação de serviços técnicos a empresas da região de abrangência do Unibave, fortalecendo a interação entre universidade e setor produtivo”, destaca.

A entrega técnica e o treinamento operacional foram conduzidos pelo representante da empresa Engetotus, Guilherme Barbosa. Participaram da atividade a coordenadora dos cursos de Engenharia de Produção e Engenharia Mecânica, Camila Oliveira; a coordenadora do curso de Engenharia Civil, Camila Lopes; o professor Júlio Preve Machado; e os profissionais do Centro Tecnológico, Gilberto Bueno da Rosa, Henrique Ernesto Hilbert e Victor Hugo Petrazzini e ainda o assistente administrativo Adislan Boselo Arcaro.

Pesquisa com foco em inovação e sustentabilidade

O projeto financiado pela Fapesc busca aprofundar estudos sobre argamassas cimentícias com adição de resíduos de lã de vidro moídos. Embora já existam pesquisas relacionadas às propriedades mecânicas desses materiais, ainda há lacunas na literatura quanto ao comportamento térmico, aspecto relevante, já que variações de temperatura podem provocar deformações e manifestações patológicas nas estruturas.

Do ponto de vista tecnológico, a proposta prevê a utilização de resíduos de lã de vidro como material cimentício suplementar, possibilitando a substituição parcial do cimento Portland em argamassas e contribuindo para métodos de produção mais sustentáveis. “A redução do consumo de cimento pode diminuir custos de produção e transformar resíduos em subprodutos com valor comercial, reduzindo despesas com descarte”, explica a professora. Segundo ela, caso o material apresente melhor desempenho térmico, a expectativa é de maior durabilidade das construções, com menor necessidade de manutenção ao longo do tempo.

A reutilização da lã de vidro também pode contribuir para a diminuição do volume de resíduos destinados a aterros sanitários, reduzindo impactos ambientais. “A iniciativa pode estimular novas oportunidades de negócios e a produção de materiais sustentáveis, colaborando para a redução das emissões de gases de efeito estufa associadas à produção de cimento”, analisa.

Por Antonio Roseng/Assessor de Comunicação/Unibave

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