28 setembro 2020 - 2:24

Produtores do sul do Estado buscam renovação do certificado de propriedade livre de brucelose e tuberculose

Santa Catarina é o estado brasileiro com a menor incidência de brucelose e tuberculose bovina. Com menos de 1% dos rebanhos infectados e 750 propriedades certificadas como livres de brucelose e tuberculose pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina – Cidasc, através do Programa Estadual de Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PEEBT).

De acordo com a médica veterinária do Departamento Regional da Cidasc de Criciúma, Giovanna Hermann, a adesão do produtor ao programa é voluntária e o setor público atua como agente certificador dentro de um processo que envolve diretamente toda a cadeia produtiva. “A adesão pelo produtor catarinense à certificação de propriedades livres, além do benefício sanitário, propicia-lhe benefícios econômicos, pela redução dos prejuízos ocasionados pelas doenças, pela maior credibilidade sanitária e pela agregação de valor aos seus produtos agropecuários, sendo fomentada pelo setor agroindustrial”, destaca Giovanna.

Para ser certificada a propriedade deve passar por uma bateria de exames sanitários repetidos num intervalo de 6 a 12 meses e fazer o controle de movimentação e suas divisas. Uma vez certificada como livre, essa propriedade pode, por exemplo, vender reprodutores sem exigência de novos testes.

“Ontem, 07 de março, realizamos na propriedade de Silesio de Menech, município de Siderópolis, novos exames para a renovação da certificação. O certificado de propriedade livre tem validade de um ano, a partir do último resultado negativo do rebanho. A manutenção do status depende da renovação anual do certificado por meio da realização de um exame negativo para brucelose e tuberculose de todo o rebanho”, disse a médica veterinária da Cidasc que monitora a propriedade, Giovanna Hermann.

Silesio é produtor de leite, na comunidade Rio Jordão Alto, município de Siderópolis e, desde 2014, vem seguindo as normas e práticas estabelecidas pelo Regulamento do PNCEBT. Ele conta ainda que, no início foi complicado e que tiveram muitas dificuldades para se adequar ao programa. “No ano de 2014, através do Programa SC Rural, onde Associação de Gado de Leite de Siderópolis foi contemplada com máquinas agrícolas e melhoramentos das salas de ordenha, recebemos a proposta de fazer a certificação da propriedade livre de brucelose e tuberculose, sem custo ao produtor. Então, minha família achou importante ter a certificação e aceitou fazer todo o processo, pois o leite além de ser comercializado, é também consumido pela família. Já no primeiro exame feito, tivemos um resultado amargo, confirmado positivo em 7 vacas de leite, um fato triste no momento, pois sabíamos da gravidade da doença e que seriam sacrificadas. Como seguimos as regras, fomos indenizados pela Secretaria da Agricultura, através do Fundo Estadual de Sanidade Animal (Fundesa). Depois disso, continuamos com a certificação da propriedade, pois sabemos da importância desses exames”.

De acordo com o produtor ao longo do período em que foi assistido e incentivado pelo Governo de Santa Catarina, ele adotou técnicas de boas práticas de manejo dos animais, com vistas ao bem-estar, e realizou ainda benfeitorias das instalações e da pastagem. O produtor conta ainda que construiu nova sala de ordenha, com o objetivo de melhorar a higienização e, consequentemente, a qualidade do leite produzido. Mas não foi só isso. “Também tivemos melhoras nas condições de trabalho na propriedade, o que beneficiou toda a família”, conta entusiasmado.

Fonte: Departamento Regional de Criciúma

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