19 setembro 2020 - 6:36

Presidente da Alesc, é indiciado na Operação Alcatraz por quatro crimes

O presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), Julio Garcia (PSD), foi um dos 21 indiciados pela Operação Alcatraz. Ele foi citado nos relatórios entregues pela Polícia Feral (PF) a Justiça Federal. Os crimes citados são quatro: fraude em licitação, corrupção ativa, ocultação de bens e integrar organização criminosa.

A denúncia detalha indícios de fraude numa licitação da secretaria de administração e seus atos seguintes, entre 2015 e 2018. São alvos dos indiciamentos empresários, agentes públicos e servidores. Segundo a Polícia Federal, a investigação apontou um prejuízo, em valores atualizados, de R$ 1,4 milhão em contratos ligados à área de tecnologia. O mesmo relatório ainda detalha indicativos de crimes de lavagem ou ocultação de bens.

O inquérito deveria ter sido concluído ontem, mas a PF solicitou mais tempo, para investigar outros fatos. O caso será levado em breve até o Ministério Público Federal (MPF), que decidirá se aceita ou não a denúncia realizada.

Relatórios

primeiro relatório policial detalha indícios de conluio criminoso entre empresários, agentes públicos e servidores que teriam atuado para fraudar um processo licitatório e seus atos decorrentes da Secretaria da Administração do Governo do Estado de Santa Catarina (SEA/SC) que tramitaram entre os anos de 2015 e 2018, acarretando acordos superfaturados e com evidências de pagamentos de vantagens indevidas a agente público.

A investigação da PF apontou um prejuízo, em valores atualizados, aos cofres públicos, em razão dos ajustes fraudulentos, estimado em cerca de R$ 1,4 milhões em contratos ligados à área de tecnologia. O mesmo relatório ainda detalha indicativos de crimes de lavagem ou ocultação de bens, tendo ao todo sido identificadas 18 ações distintas, sendo sete delas tendo como objeto imóveis, quatro veículos e outras sete pagamentos diversos.

O segundo relatório detalha indícios de conluio criminoso entre empresários e um agente público que teriam atuado para fraudar um processo licitatório realizado pela Procuradoria Geral do Estado de Santa Catarina (PGE/SC) no ano de 2015, acarretando acordos superfaturados, também ligado a área de tecnologia, e com evidências de pagamentos de vantagens indevidas ao agente público.

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