Na manhã desta terça-feira (3), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), coordenado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), com apoio da 21ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joinville e da Polícia Militar Ambiental, deflagrou a Operação Aruana, realizou uma operação contra o tráfico de animais e a atuação de organização criminosa resultou no resgate de 73 animais silvestres e quatro animais exóticos nesta semana.
Foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão e oito mandados de prisão preventiva.
Do total de ordens judiciais, 24 foram executadas em Santa Catarina. A operação também ocorreu simultaneamente nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia e São Paulo, com atuação integrada entre os órgãos de investigação.
Durante as buscas, além do resgate dos animais, os agentes apreenderam 20 celulares, dois computadores, 197 anilhas, duas armadilhas, 72 gaiolas, 13 microchips, 28 seringas usadas para a inserção de microchips em animais e 15 documentos diversos, incluindo notas fiscais. Os animais resgatados receberão atendimento e proteção imediata
Características da Operação Aruana
A investigação que originou a operação apontou indícios de que plataformas digitais estariam sendo utilizadas para negociação e organização logística do comércio ilegal de animais. O objetivo da ação é reunir provas sobre o esquema, identificar os responsáveis e verificar possíveis situações de flagrante envolvendo fauna silvestre.
Em Santa Catarina, a operação foi realizada nos municípios de Barra Velha, Joinville, Jaraguá do Sul, Indaial, Timbó, Balneário Camboriú, Camboriú, Balneário Barra do Sul, Florianópolis, Governador Celso Ramos, Itapema, Ilhota, Itajaí, Navegantes, Palhoça e Santo Amaro da Imperatriz.
Além das apreensões, a Polícia Militar Ambiental lavrou 11 Autos de Infração Ambiental. E o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) emitiu outro auto, totalizando R$ 123 mil em autuações administrativas.





























