10 fevereiro 2026 - 11:23

Negociação do tabaco segue sem acordo

Comissão recebeu Alliance One, CTA e JTI, reafirmou o custo de produção como referência e disse que continuará buscando ajustes na tabela 2025/2026 dentro do Sistema Integrado.

A Comissão Representativa dos Fumicultores se reuniu, hoje, 09 de fevereiro, com três empresas do setor (Alliance One, CTA e JTI) para dar continuidade ao processo de negociação do reajuste da tabela de preços mínimos do tabaco para a safra 2025/2026. Apesar do retorno das companhias à mesa e da disposição em manter o diálogo, as propostas apresentadas não atingiram o patamar considerado satisfatório pela comissão, e não houve assinatura de protocolo.

Para dar transparência ao processo, a comissão reiterou que suas avaliações seguem ancoradas no parâmetro técnico do custo de produção e no histórico recente das tratativas, que, em diferentes momentos, permitiram avanços acima do custo apurado. Segundo os representantes dos produtores, esse histórico sustenta a possibilidade de construção de um entendimento sem abandonar a referência técnica — desde que as empresas apresentem propostas compatíveis com a apuração conjunta do custo, respeitando os fundamentos do Sistema Integrado. A comissão complementa que, no caso da JTI, as tratativas evoluíram nesta segunda rodada de negociação de preço e “esperamos que estejam perto de um consenso”.

A comissão destacou ainda a postura das três empresas recebidas ao longo do dia, que compareceram às reuniões e se dispuseram a tratar o tema com a representação dos fumicultores. Mesmo sem consenso, os encontros foram avaliados como importantes para manter os canais abertos e preservar a lógica negocial do Sistema Integrado de Produção, com foco na busca de conciliação sobre o preço do tabaco.

A representação dos produtores reforçou o alinhamento das entidades em torno do interesse do fumicultor e da estabilidade da cadeia produtiva. “Não fechamos o diálogo com as empresas e aguardamos para que, pelo fortalecimento do sistema integrado de produção, ainda sejam possíveis ajustes nas tabelas de preços mínimos do tabaco”, afirmou a comissão, ao defender que a negociação deve seguir orientada por critérios técnicos, respeito às regras do sistema e responsabilidade com a fumicultura e com o setor como um todo. Para tanto, uma nova rodada de reuniões está sendo agendada para sexta-feira, dia 13 de fevereiro, já com a confirmação da presença da JTI e BAT.

A comissão representativa dos produtores de tabaco é formada pela Afubra e pelas Federações da Agricultura (Farsul, Faesc e Faep) e dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e do Paraná.

Por Luciana Jost Radtke: Assessoria de Comunicação / Afubra

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