19 fevereiro 2026 - 7:42
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Mulher é condenada a 70 anos de prisão por estuprar e vender material pornográfico dos filhos

Pedófilo que comprava as imagens cumprirá 39 anos de pena. Perícia comprovou envio de arquivos em troca de dinheiro. Ambos estão presos

Uma mulher foi condenada a 70 anos e 10 meses de prisão por estuprar, produzir e vender material pornográfico dos filhos. As fotos e vídeos eram vendidos para um pedófilo, que foi condenado a 39 anos pelos crimes de estupro, armazenamento de material pornográfico e aliciamento de crianças. O caso aconteceu em Porto Alegre.

“A gente conseguiu embasar a sentença judicial porque encontrou compartilhamento desses arquivos. Tinha produção de pedofilia, de abuso infantil, tinha venda desses arquivos. O que agrava a pena dela é que, por ser mãe, ela tem o dever de proteger as crianças, e não era o que estava acontecendo ali”, diz o chefe da seção de informática forense do Instituto-Geral de Perícias (IGP), Marcelo Nadler.

A condenação teve por base a perícia realizada em um telefone da mulher, além de quatro telefones e um notebook do homem. O laudo comprovou o envio dos arquivos em troca de dinheiro.

A sentença saiu em abril e os dois já estão presos. Na época dos fatos, as crianças tinham 10 meses e dois anos.

“Ele explicava detalhadamente como era o vídeo que ele queria, o que aparecesse, e seguidamente ele reclamava do material enviado por ela. Então, ele fazia uma nova solicitação, exatamente do tipo de conteúdo que ele queria ter, ela praticava e mandava para ele. O interessante [é] que ele fazia isso com outras pessoas também. Ele usava esse material obtido com ela para outros pais, outras pessoas fornecerem da mesma forma que [ela] fornecia pra ele”, detalha Nadler.

De acordo com o IGP, a análise é feita em cada um dos arquivos encontrados. Nesses casos, inicialmente, é determinado se as imagens envolvem crianças e adolescentes. Depois, são procurados elementos para determinar se as fotos ou vídeos foram compartilhados ou vendidos, agravantes que aumentam a pena.

As perícias que investigam a pornografia infanto-juvenil formam a maioria das solicitações recebidas pela Seção de Informática Forense do IGP em 2021, chegando a 56% de todos os laudos concluídos no ano. O IGP informa dicas para responsáveis protegerem as crianças na internet.

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