25 setembro 2020 - 9:12

Memória é resgatada por meio de fotografias na bacia do rio Urussanga

Para comemorar o Dia do Meio Ambiente, Comitê da Bacia do Rio Urussanga revela vencedores de campanha fotográfica

As histórias que atravessam décadas registram na memória os avanços para que a roda da vida prosperasse ao longo dos séculos. Ao desbravarem lugares no Sul de Santa Catarina, uma das preocupações dos habitantes era se estabelecer em pontos próximos à água. O elemento, além de garantir a sobrevivência no uso para consumo humano, era peça fundamental para o desenvolvimento dos trabalhos de muitas famílias.

Com objetivo de buscar uma aproximação com a sociedade, a partir da memória fotográfica, o Comitê da Bacia do Rio Urussanga promoveu uma campanha de resgate de registros fotográficos denominada “Um Século de Memórias: Rio Urussanga da Nascente à Foz”. A proposta da iniciativa é mostrar as mudanças do rio Urussanga, sua importância, seus usos da água passados, suas paisagens e resgatar o sentimento de pertencimento dos cidadãos vinculado ao território da bacia hidrográfica, que abrange dez municípios no Sul de Santa Catarina.

Entre as quase 30 inscrições de quatro municípios, com registros entre 1920 e 2000, três fotografias foram escolhidas pela Comissão de Seleção pelos critérios de criatividade, originalidade, adequação e potencial de comunicação da temática proposta. O resultado foi publicado no site do Comitê Urussanga: www.cbrurussanga.wixsite.com/comite/resultados

As fotos vencedoras receberão premiações. Em primeiro lugar foi contemplada Jaira Meneghel, com a fotografia intitulada “Águas que movem o trabalho” registrando atividade econômica da comunidade de Linha Espanhola em 1940. Ela terá direito a um dia (Day-Use), durante a semana, nas águas termais no Hotel Internacional Gravatal, com direito a acompanhante contemplando almoço e piscinas, oferecido pela agência DS Travel Tur.

O segundo lugar foi conquistado pela fotografia enviada por Olvenita Bez Fontana expondo a tafona do conjunto arquitetônico da família Bez Fontana, localizado na comunidade de Rio América Baixo. Ela poderá usufruir de um café campeiro, incluindo cinco acompanhantes, com visita acompanhada de guia à cachoeira da Pousada Vale dos Figos, oferecido pela Rota Ecoturismo & Aventura. Em 3º lugar foi contemplada Edna Zannin Lopes com o registro de lazer, nos anos de 1970, no Rio Salto. Ela participará de uma saída fotográfica, com direito a acompanhante, orientada pelo fotógrafo Augusto Trevisol, com técnicas de registros em meio a natureza.

IMAGENS REVELAM HISTÓRIAS

Das atividades voltadas à sobrevivência, como a finalidade do conjunto da família Bez Fontana durante 90 anos, ao uso para lazer e divertimento da juventude, como os banhos em quedas d’águas como no Rio Salto. A importância de toda a extensão da bacia do rio Urussanga é nítida.

Os imigrantes italianos da família Meneghel trouxeram as técnicas e tradições da mecânica e da metalurgia e, um dos descendentes, criou um empreendimento em 1939, na localidade de Linha Espanhola, em Cocal do Sul, na época pertencente ao município de Urussanga. Uma ferraria foi fundada para produção de ferramentas e implementos voltados aos agricultores. “A propulsão da ferraria era tocada pela força das águas, e seguia o modelo comum na época usado em outras atividades como serrarias, moinhos, engenhos”, conta um dos atuais sócios-proprietários da CHAPAM, Jahir Meneghel.

No início dos anos 1950, sendo Urussanga mais desenvolvida e movimentada, o empreendedor transferiu o negócio. “Ele trouxe todos os seus equipamentos para cá e construiu a nova sede que também era movimentada pela força das águas do rio Urussanga. No local, na margem direita da atual Avenida Longarone, reconstruiu sua empresa ampliando o leque de serviços e produtos como arados, carpideiras, ferramentas agrícolas. Era difícil entrar neste local. Tivemos problemas com caminhão e descarregar tudo bem longe daqui. Transportamos tijolos e telhas para fazer a casa atravessando o rio com carro de boi”, recorda.

A ferraria agrícola da família funcionou até 1974. A grande enchente registrada naquele ano destruiu todo o empreendimento. “O rio levou tudo. Encheu uns 4 metros de areia para desenterrar. Após a enchente, eles decidiram levar o negócio para o outro lado da estrada, onde está até hoje”, lembra. Nos anos de 1970, a empresa muda de ramo e tornou-se fabricante de banco de motos e, posteriormente, motopeças, que permanece até os dias atuais.

Fonte: Comunicação Comitê Rio Urussanga

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