2 dezembro 2020 - 1:24

Kit alimentar é entregue para 1.092 alunos de Urussanga

Os kits são disponibilizados pela secretaria de Educação aos alunos cujas famílias optaram por receber este benefício. A segunda etapa de entrega encerra no dia 28 de julho. Seguindo orientações do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) a equipe da secretaria de Educação de Urussanga, junto do Setor de Alimentação Escolar, iniciou na última semana mais uma etapa de entrega dos ‘kits emergenciais de alimentação escolar’. A distribuição vai até o dia 28 de julho e segue um cronograma elaborado pelas unidades escolares, por meio de grupos de whatsApp com as famílias dos estudantes.

A primeira etapa atendeu as famílias de alunos cadastradas no bolsa família, totalizando 180 kits. E agora, após formulário respondido pelos pais ou responsáveis, 912 famílias optaram por receber o kit e estão sendo contempladas, ou seja, são 1.092 alunos atendidos.

“As incertezas geradas pela pandemia nos fez traçar algumas metas, mas que precisaram ser alteradas conforme as restrições de socialização foram ficando mais incisivas, isto é, acreditávamos que as aulas retornariam pouco tempo depois que foi decretado pelo estado o cancelamento das mesmas. Assim, orientados pelo FNDE, mantivemos cautela com relação aos recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Como não retornamos às atividades presenciais, em maio fizemos a primeira entrega dos kits alimentares às famílias de alunos cadastradas no bolsa família”, explicou a secretária de Educação, Janea Possamai.

Ela ainda esclarece: “Em seguida outra possibilidade de retorno às aulas foi levantada e, mais uma vez, a prudência se fez necessária, pois precisamos ter o recurso do PNAE suficiente para atender os 1652 estudantes da rede municipal assim que retornarem. Seguindo a cronologia de incertezas relacionadas às atividades escolares, a volta aconteceria dia 3 de agosto. Com esse prazo prorrogado, montamos o segundo kit. Se o regresso às atividades não ocorrer no próximo mês, o que achamos provável, vamos reunir o Comitê Intersetorial de Alimentação Escolar para as definições de distribuição de mais kits”, assinalou Janea.

Vale destacar que o kit emergencial de alimentação escolar é um complemento e não um benefício de cesta básica, “e é composto por produtos ofertados para alimentação escolar, incluindo os alimentos não perecíveis e os alimentos perecíveis vindos da agricultura familiar”, assinala a nutricionista Joice Benedet Bressan, que elaborou a composição dos kits baseando-se nas resoluções (Resolução nº 2, de 9 de abril de 2020, no art 5°: Sempre que possível, a aquisição de gêneros alimentícios da agricultura familiar deverá ser mantida, priorizando-se a compra local) e experiências de outros municípios. “Desta forma, os kits terão como base alimentos provenientes da agricultura familiar como frutas, verduras e legumes, de maneira a fornecer alimentos frescos, saudáveis, e melhorar a economia agrícola local.

De acordo com o agricultor Dilnei Pignatel, a continuidade desse atendimento mesmo sem aulas nas escolas tem sido uma importante fonte de renda no período de pandemia, “mas além de garantirmos a venda dos nossos produtos e o sustento das nossas famílias, buscamos oferecer produtos com qualidade e que são inspecionados pela equipe da merenda escolar. Há 10 anos levo a merenda escolar à mesa dos alunos de Urussanga, sempre adotando todos os cuidados que este serviço exige, e agora, com os kit, não é diferente, pois queremos que chegue para todas as crianças e adolescentes”.

Nesta segunda etapa os kits serão diferenciados: para a educação infantil, composto por banana (aproximadamente 1kg), laranja (entre 800g a 1kg ), um legume (varia conforme a disponibilidade – pode ser cenoura ou beterraba, entre seis e oito unidades, ou um repolho ou um brócolis), um pé alface, ou uma garrafa de suco integral, mais seis unidades de tomate (800g a 1kg),  um pacote de bolacha e dois litros de leite. “As crianças que possuem intolerância ou alergia alimentar, receberão alimentos específicos”, comenta Joice.

E o kit para o ensino fundamental: composto por banana (aproximadamente 1kg),  laranja (entre 800g a 1kg ), maçã (entre 500 a 700g),  um legume (varia conforme a disponibilidade – cenoura ou beterraba (entre seis ou oito unidades), um repolho, um brócolis, um pé alface, ou uma garrafa de suco integral, mais seis unidades de tomate (aproximadamente de 800g a 1kg). “Esta composição difere-se de acordo com o recurso que é recebido do PNAE em que os valores são diferentes para cada faixa etária dos estudantes. E, ainda, como são alimentos que dependem do tempo e temperatura, não estão descartadas alterações na composição dos kits, para isso o setor de alimentação escolar estará realizando as substituições necessárias”, explana a nutricionista acrescentando que cada aluno recebe a quantidade de produtos equivalente a 20 dias de alimentação escolar.

A secretária da pasta salienta, ainda, que a elaboração dos kits está sendo realizada com base em um planejamento de merenda para o qual, “na escola o rendimento dos produtos é muito maior. No momento atual, em nosso município, não temos data exata para o retorno às aulas. Desta forma, o setor de alimentação escolar deve ter cautela em relação às quantidades e os tipos de produtos que irão compor cada kit, para que retornando às aulas as crianças consigam receber alimentação adequada nas escolas”.

Jane também pontua que desde a primeira entrega foi elaborado um Comitê Intersetorial de Alimentação Escolar, para realizar discussões e tomadas de decisões sobre os kits emergenciais de alimentação escolar. “Conforme novas decisões sobre o retorno às aulas forem sendo tomadas, estaremos nos reunindo para atendermos cada vez melhor as crianças da rede municipal de ensino. Recebemos várias mensagens de pais que precisam do kit nos agradecendo pela distribuição dos produtos”, conclui.

Carolina, mãe do Miguel, Rafael e Isack, alunos do CEP Lydio de Brida Miguel, fala da importância de receber o kit. “Esse kit é, particularmente, de grande valia. Uma ajuda importante neste momento de crise enfrentada por conta da pandemia. Não está fácil para ninguém e por isso quero agradecer a todos que contribuíram com esta ação”. “São alimentos que vem direto do agricultor de nossa cidade. Muitas vezes não temos como adquirir devido à crise, então vem em boa hora e nos ajuda muito. Só temos que agradecer”, emenda Emili Cristina, mãe de aluno do segundo ano, também no Lydio de Brida.

Assessoria de Imprensa de Urussanga

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