19 junho 2021 - 12:53

Esculturas do Paredão, de Orleans, passa por conservação

O Centro Universitário Barriga Verde (Unibave) realizou hoje pela manhã o trabalho de higienização e manutenção das Esculturas no Paredão, em parceria com a Prefeitura de Orleans. No local foi aplicado herbicidas, para inibir o crescimento do limo e evitar que a vegetação danifique as esculturas. A vegetação que dificultava a visualização da obra esculpida pelo artista José Fernandes, o Zé Diabo, também foi retirada.

O trabalho foi realizado pela equipe técnica da Fundação Educacional Barriga Verde (Febave), auxiliados por um caminhão guindaste, já que as esculturas ficam a mais de 20 metros de autora. O trabalho de conservação das esculturas durou toda a manhã. Na parte da tarde uma equipe da prefeitura de Orleans ainda fez a limpeza do local, recolhendo a vegetação. Conforme a diretora do Museu ao Ar Livre, Valdirene Böger Dorigon, a conservação é realizada uma vez ao ano. “É necessário esse trabalho para conservação da obra, permitindo que a comunidade, turistas e as futuras gerações tenham acesso ao patrimônio artístico cultural do município”, disse.

O reitor do Unibave e presidente da Febave, Guilherme Valente de Souza, esteve no local acompanhando os trabalhos, juntamente com prefeito Jorge Koch. O prefeito exaltou a importância de conservar a memória e o patrimônio cultural para as futuras gerações. “Zé Diabo, um Orleanense, um dos maiores artistas do sul de Santa Catarina e merece ter a sua memória preservada e suas obras valorizadas, para que todos que visitem a região conheça a obra e quem foi o Zé Diabo”, declarou o prefeito.

Koch ainda lembrou do Pórtico de Colonização, localizado na entrada da cidade. A obra, que também tem a participação de Zé Diabo, deve ser restaurada até o final do mês de agosto, pelo Unibave. O monumento foi erguido para marcar o centenário da cidade e contém imagens realizado em relevo em alvenaria, que faz parte do conjunto de obras do artista.

Sobre o paredão

Escultura do Paredão foto aéreaA ideia de esculpir o paredão, nasceu em 1977, e o projeto inicial previa 26 painéis. A obra iniciou em 1980 e foi paralisada em 1987. O Padre João Leonir Dall’Alba, fundador da Fundação Barriga Verde (Febave) e hoje mantenedora da Unibave, contratou o artista Zé Diabo para fazer a obra. Em 1984, um convênio com a Fundação Catarinense de Cultura até chegou a colaborar com a obra. Mas por falta de verbas os trabalhos foram paralisados.

As Esculturas do Paredão, localizam-se nas margens do Rio Tubarão na Rua Ethienne Stawiarski, em Orleans. Os painéis são esculpidos na rocha, que variam entre 3 metros a 10 metros quadrados. Cada painel traz a representação de uma passagem bíblica: Primeira Missa no Brasil, Catequese dos índios, Criação do Homem, Sacrifício de Abraão, Passagem do Mar Vermelho, Templo de Rei Salomão, Dois últimos Profetas do Antigo Testamento, Anunciação e Nascimento de Cristo. A obra foi esculpida pelo artista, contratado pela instituição e a visitação é gratuita ao público.

Fonte: Unibave

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