19 setembro 2020 - 11:50

Epagri apoia desenvolvimento de software que vai dar orientação técnica a piscicultores

Um programa de computador que vai indicar ao piscicultor qual o manejo adequado para cada dia, com objetivo de alcançar a maior produtividade nos viveiros de criação de água doce. Essa é uma tecnologia que deve estar disponível para os piscicultores catarinenses nos próximos anos.

O software é o principal resultado esperado do projeto “Implementando Solução Tecnológica para o desenvolvimento Sustentável da Pesca e Aquicultura Artesanais em Santa Catarina”, desenvolvido pelo Instituto Federal Catarinense (IFC) e pela Universidade de Bedfordshire, do Reino Unido, em parceria com a Epagri. A Fundação Newton, da Inglaterra, é a financiadora da pesquisa e a Fapesc foi a responsável por repassar a verba ao IFC.

A equipe de pesquisadores do IFC ficou com a responsabilidade de desenvolver o software e outros equipamentos necessários à execução da proposta. Coube à Epagri oferecer seu conhecimento acumulado e as informações técnicas necessárias para o funcionamento do programa de computador e outros instrumentos, explica Hilton Amaral Junior, pesquisador do Campo Experimental de Piscicultura da Epagri em Camboriú.

Etapa decisiva

O projeto entra agora numa etapa decisiva, onde serão testadas as sondas de baixo custo desenvolvidas pelo IFC para avaliação da qualidade da água. Elas serão colocadas à prova em três viveiros. Em Massaranduba, os testes acontecerão numa propriedade produtora de tilápia selecionada pela Epagri. Em Luiz Alves, numa propriedade produtora de jundiá, também indicada pelos técnicos da Empresa. E em Camboriú, nos viveiros de produção de lambari do Campo Experimental da Epagri. Os testes com as sondas serão feitos durante um ciclo produtivo completo de cada uma dessas espécies de peixe.

Segundo Hilton, quando o software estiver pronto, por volta do ano de 2021, espera-se que o piscicultor possa, ao acessá-lo diariamente, ter uma orientação de manejo para aquele dia, que será ofertada pela máquina com base nas informações medidas pelos equipamentos de baixo custo desenvolvidos no projeto e outras variáveis ambientais, como temperatura do ar, nível de chuva etc. O produtor também poderá obter no programa de computador indicações de soluções para problemas que estiver enfrentando. As informações servirão para qualquer espécie de peixe, pois a três que estão sendo usadas nos experimentos têm hábitos alimentares diferentes.

“Na prática, o computador vai oferecer um acompanhamento técnico ao piscicultor”, descreve o pesquisador da Epagri, destacando que a máquina não vai substituir completamente a orientação de um profissional.

Fonte: Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca 

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