7 abril 2026 - 10:29

Entidades unem forças para cobrar transparência na comercialização do tabaco

Ação conjunta da Afubra, Fetag, Fetaesc, Fetaep, Farsul, Faesc e Faep nos três estados do Sul terá foco na qualidade do produto, no enquadramento em portaria, na classificação adotada pelas empresas e na remuneração ao produtor.

A Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), em conjunto com as Federações da Agricultura (Farsul, Faesc, Faep) e dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, realizará uma série de visitas a unidades das empresas fumageiras nos três estados com o objetivo de acompanhar de perto a comercialização da safra de tabaco 2025/2026.

A iniciativa reforça a atuação conjunta das entidades na defesa dos interesses dos produtores. Durante as visitas, serão observados aspectos centrais do processo de comercialização, como a qualidade do produto entregue pelos agricultores, os critérios de classificação adotados pelas empresas, a verificação do cumprimento das normas previstas em portaria e os preços efetivamente pagos pelo tabaco.

Segundo o presidente da Afubra, Marcilio Drescher, “o acompanhamento busca garantir maior transparência no processo de compra, especialmente em um momento em que produtores demonstram preocupação com a forma como o tabaco vem sendo avaliado nas esteiras das empresas. A intenção é verificar se a classificação está sendo realizada de maneira adequada e se os valores pagos correspondem à qualidade da produção apresentada”.

Além de fiscalizar a aplicação dos critérios técnicos, a agenda de visitas também pretende estreitar o diálogo com as empresas fumageiras e reunir informações que permitam às entidades representar com mais precisão as demandas dos produtores da região Sul, principal polo produtor de tabaco do país.

“A mobilização conjunta entre as entidades patronais e de trabalhadores rurais evidencia a preocupação do setor com a condução da safra 2025/2026 e com a necessidade de assegurar justiça, equilíbrio e respeito às regras estabelecidas no momento da comercialização”, finaliza Drescher.

Por Luciana Jost Radtke: Assessoria de Comunicação / Afubra

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