22 julho 2024 - 4:09
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Empresário e ex-vereador é condenado por fraude

Ronério Cardoso Manoel foi condenado por fraude, omissão de informações e apropriação indébita

Nove anos de prisão em regime fechado. Essa é a condenação dada pela justiça ao ex-vereador de Tubarão e empresário Ronério Cardoso Manoel.

Na decisão do juiz Manoel Donisete de Souza, Ronério foi condenado por fraude, omissão de informações e apropriação indébita.

Ronério é acusado de ter comprado uma indústria de arroz em Turvo e decretado falência logo após. Com isso, agricultores que depositavam suas produções na empresa, para que fossem vendidas, com as portas do local fechadas, não receberam nada.

O ex-vereador Ronério seria proprietário de 95% da empresa, e o restante seria de uma sócia, também condenada. A sócia é Denise Morelli Manoel. De acordo com a investigação, havia vítimas, além de Turvo, em Nova Veneza, Meleiro e no Rio Grande do Sul.

Na decisão, proferida no dia 30 de julho, o juiz decidiu ainda que os réus também terão que pagar, no mínimo, R$ 2,4 milhões pelos danos ocasionados aos rizicultores, além de serem inabilitados para o exercício de atividade empresarial, que inclui assumir cargo em conselho de administração, diretoria ou gerência de empresas.

Ambos poderão recorrer em liberdade. Da decisão, cabe recurso. O advogado de Ronério foi procurado pelo DS, porém as ligações não foram atendidas.

 “Não premeditou nada”

No processo, Ronério teria alegado que “não premeditou nada” e pensou que conseguiria saldar os compromissos relativos ao arroz. Segundo a decisão, Ronério Cardoso Manoel era sócio originário do empreendimento Morelli Alimentos e, com ele, permaneceu na empresa Denise Malgarezi Morelli, filha do antigo proprietário e que dava seu nome ao negócio. Em 2012, Denise e Ronério, em comunhão de esforços, conforme o processo, passaram a dissipar o patrimônio da empresa, tanto do parque fabril quanto de dinheiro. Em seguida, deram causa à falência mesmo dispondo de recursos para saldar as dívidas, para frustar o percebimento do crédito pelos credores, mesmo quando tinham valores para tal.

Fonte: Diário do Sul

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