sexta-feira, 5 junho 2020 - 9:43

De volta ao Brasil, Tati falou a respeito do Coronavírus

Há quatro anos atuando no futsal feminino da Itália, a atleta profissional Tatiane Debiasi Crocetta, a Tati, 33 anos, retornou ao Brasil. Mais precisamente na residência de seus pais e irmãos na comunidade de Rodeio da Anta, interior do município de Orleans onde se encontra atualmente, a jogadora conversou via internet com a nossa reportagem e relatou um pouco da situação pela qual se encontra um dos países mais afetados no mundo com a pandemia do Coronavírus. Antes de retornar, Tati passou por isolamentos tanto na Itália quanto em solo brasileiro: chegando ao nosso país, se isolou por aproximadamente 20 dias na cidade de Chapecó/SC, respeitando assim os procedimentos das autoridades de saúde. Na ‘Terra da Bota’, reside em Margherita di Savoia, onde defende a equipe do ASD Salinis.

Primeiramente, discorreu do atual momento vivido pelo país europeu: “a Itália atravessa uma situação muito triste. Os primeiros casos do vírus foram registrados na região Norte e logo em seguida, se espalhou rapidamente para outros lugares. Quando da primeira quarentena, não que a população não levou a sério, mas imaginaram que isso poderia ser algo controlado ou que logo passaria. E não foi o que aconteceu. Atualmente, todo o país está sob alerta máximo, não se restringindo a apenas uma ou outra região. Eu estava em isolamento (aproximadamente duas semanas) antes de voltar para o Brasil. Percebi o agravo da situação e por precaução, resolvi deixar a Itália rapidamente, muito também em função de que a parte esportiva – campeonatos e treinamentos, já haviam sido cancelados. Chegando aqui, também fiquei isolada por um período, já que queria ter a certeza de que não teria risco algum de apresentar os sintomas. Não somente a Itália, mas a Espanha também vendo sofrendo muito com o Covid-19. Aliás, as meninas espanholas que atuam comigo tiveram transtornos no que diz respeito a conseguir vôos”, disse.

Questionada sobre o isolamento vertical, medida adotada por alguns países como Japão e Israel, por exemplo, visando o isolamento do chamado grupo de risco (idosos em sua maioria) e em contrapartida, as demais faixas etárias poderiam sair para trabalhar, num primeiro momento, a atleta também se posicionou: “no início da quarentena na Itália, nem todos ficaram em casa e tampouco todos os estabelecimentos fecharam. Até porque não se sabia da gravidade do problema. Todavia, nos dias atuais vimos o resultado. No meu ponto de vista, o isolamento vertical poderá trazer danos justamente ao grupo de risco, já que outras pessoas sairão para trabalhar e ao retornarem para casa, poderão infectar outras. Penso que agora o maior cuidado deva ser com a saúde; ok, confesso que não sou nenhuma especialista em economia e sei de sua importância. No entanto, a saúde no meu modo de ver deve ser prioridade. Mas confesso que é uma situação muito delicada de se resolver. Torço para que a pandemia aqui no Brasil não chegue ao nível da Itália: o Covid-19 é muito difícil de combater, até pelo modo que se propaga”, comentou.

Ainda sobre a parte esportiva, a hexacampeã mundial com a Seleção Brasileira de Futsal Feminino disse ser praticamente impossível que as competições sejam retomadas este ano. Até o problema se alastrar pelo mundo, a ASD Salinis ocupava o segundo lugar no “Scudetto” – o Campeonato Nacional, com a mesma pontuação da equipe líder.

O INÍCIO.

A carreira profissional de Tati se deu ainda em Orleans, com passagem também pela Unesc/Criciúma; Female, de Chapecó; Colonial, do Paraguai e antes de atuar pelo Salinis, também defendeu as italianas Lazio, Olimpus e Pescara, além de vestir a camisa da Seleção Brasileira onde foi seis vezes campeã do mundo (2010, 2011, 2012, 2013, 2014 e 2015).

Por: Rodolfo Devilla!

 

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