12 abril 2024 - 8:15
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Criança de dez anos sai para comprar refrigerante e é estuprada e morta com golpes de marreta

Um homem de 32 anos preso suspeito de abusar e matar uma menina de 10 anos em Campinas (SP) já havia sido condenado por estupro, informou a Polícia Civil.

De acordo com a Polícia Civil, Fernando Silva dos Santos confessou o crime e indicou o local onde estavam as roupas e a marreta usada para Kevelin Sofia Pereira.

A criança foi encontrada morta na manhã de sábado (30) em uma obra, perto da casa dela, por um pedreiro que chegava para trabalhar. Câmera de segurança de uma adega registrou a última imagem da menina com vida, na sexta (29).

“Tudo indica que esse indivíduo agiu sozinho”, destacou o delegado José Carlos Fernandes.

Fernando foi condenado por estupro cometido em Sumaré (SP) de março de 2017. Ele cumpriu pena na Penitenciária de Sorocaba (SP), e desde 2021 está em regime aberto.

Última imagem com vida

A câmera de segurança de uma adega no Jardim Itaguaçu 2, em Campinas, registrou a última imagem de Kevelin Sofia Pereira antes do desaparecimento.

As imagens, obtidas com exclusividade pela EPTV, afiliada da Globo, registram Kevelin chegando às 11h11 de sexta-feira (29) no comércio, que fica cerca de 100 metros de casa.

É possível ver que ela segura uma garrafa retornável de refrigerante. A pessoa que está atendendo pega uma garrafa nova no refrigerador e coloca em cima do balcão.

Em seguida, a criança mostra um cartão e faz o pagamento por aproximação. A criança pega a segunda via do comprovante de pagamento, o refrigerante e deixa a adega às 11h12.

A câmera se movimenta automaticamente, por isso, a menina em alguns momentos não aparece nas imagens.

Desaparecimento

Na noite de sexta-feira (29), a mãe da criança havia registrado um Boletim de Ocorrência (BO) de desaparecimento. No relato, ela conta que menina saiu de casa por volta de 11h de sexta realmente para comprar um refrigerante em uma adega ao lado de casa, mas não retornou mais.

A criança estava com um cartão de crédito, que também não foi encontrado. Após o desaparecimento, familiares e vizinhos iniciaram uma campanha em busca da menina nas redes sociais.

O corpo foi encontrado na rua Sebastião Machado, no mesmo bairro onde a menina morava, o Jardim Itaguaçu 2.

A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram acionados e a investigação ficou com a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Deic Campinas.

Revolta

Familiares e amigos da família de Kevelin reclamam da atuação da polícia no caso, e alegam que receberam a informação de que deveriam esperar 24 horas para registrar a ocorrência.

Questionada, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) disse, em nota, que orienta que, “após esgotadas todas as possibilidades de contato com a pessoa desaparecida, seja por telefone, mensagem ou qualquer outro meio usual, os familiares devem registrar imediatamente o boletim de ocorrência de desaparecimento de pessoa em uma unidade da Polícia Civil do Estado de São Paulo, ou pela Delegacia Eletrônica”.

A pasta afirma que após a comunicação, o registro gera um alerta para todos os policiais do Estado.

“É importante que os familiares forneçam o maior número de dados possíveis acerca da pessoa, isto é, além dos dados pessoais como nome, RG, CPF, data de nascimento, endereço e telefone, deverão informar características físicas, vestimentas que usava quando desapareceu e outras informações relevantes. Paralelamente a família também pode colaborar mantendo contato com amigos e conhecidos para obter notícias acerca de repentinos aparecimentos e novas informações sobre o paradeiro da pessoa desaparecida”, completa.

Fonte: g1

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