30 setembro 2020 - 4:01

Cidasc faz captura de morcegos hematófagos em Imaruí e Pedras Grandes

Os médicos veterinários Agnaldo da Silva Serafim e Elizete Vieira Ferreira e os auxiliares Julio Fortes Matos e Gerson Barbosa, do Departamento Regional da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina – Cidasc de Tubarão realizaram, nos dias 26 e 29 de maio, captura de morcegos hematófagos, nos municípios de Imaruí e Pedras Grandes. A espécie se alimenta exclusivamente do sangue de outros animais.

De acordo com a médica veterinária e gestora de Defesa Agropecuária do Departamento Regional de Tubarão, Angela Zimmermann, o objetivo da ação é controlar a população de morcegos que, além de atacar animais das propriedades rurais da área, podem ser potenciais transmissores da raiva. A captura é feita à noite, quando os morcegos saem em busca de alimentos, e a armadilha, uma espécie de rede, é posta na área onde o animal costuma atacar.

“Após realizarmos educação sanitária nas propriedades, conseguimos identificar os abrigos em um entreposto no município de Imaruí e em uma mina abandonada no município de Pedras Grandes, a identificação foi graças ao apoio dos produtores que relataram a existência desses abrigos naquela região. Instalamos a rede próxima as entradas dos abrigos. Apesar de terem um sonar, os morcegos não conseguem identificar a presença da rede e assim conseguimos capturá-los”, explica a veterinária Angela.

Em 2018 e 2019, os dois municípios foram regiões de incidência de raiva e a Cidasc vem intensificando o monitoramento e o cadastramento dos abrigos nos dois municípios. Desde janeiro de 2020, de acordo com a equipe responsável pelo monitoramento e captura, não foi mais registrado casos de raiva nos animais da região.

Os morcegos capturados são separados e somente os hematófagos recebem a aplicação da pasta vampiricida, que faz o controle da raiva. “Todos os morcegos podem carregar o vírus da raiva, mas para que ocorra a transmissão é necessário o contato da saliva com o sangue. Por isso, os vampiros, são os maiores transmissores. Daí a importância de receberem a pasta (vampiricida), à base de anticoagulante, que é levado para dentro dos abrigos pelos animais capturados”, esclarece a gestora.

Após serem tratados, 10% dos morcegos são encaminhados para análise laboratorial que confirma se a colônia é portadora da raiva, e os demais animais são soltos.

Raiva
A raiva é uma infecção aguda, causada por um vírus, que compromete o Sistema Nervoso Central (SNC). É uma doença, em geral de evolução rápida e fatal, que pode acometer todas as espécies de mamíferos, incluindo o homem.

A notificação de enfermidade em animais (bovinos, caprinos, equinos ou suínos), ao serviço veterinário oficial, além de evitar que a doença se propague, com prejuízos à produção agropecuária, também facilita e torna eficaz o trabalho de sanidade animal desenvolvido pela Cidasc.

Sintomas

O animal apresentará um sangramento na ferida onde ocorreu a mordedura. Os sintomas mais comuns da contaminação é a respiração ofegante, o descontrole da coordenação motora e a morte em torno de dez dias. O animal contaminado pela raiva sempre vai a óbito. O morcego vampiro (Desmodus rotundus) têm hábitos noturnos e são encontrados em cavernas, ocos de árvore, minas e casas abandonadas.

Como o produtor pode contribuir com o trabalho da Cidasc

A Cidasc alerta que os morcegos são animais silvestres protegidos por legislação, por isso não devem ser capturados e mortos pela população. Os cidadãos catarinenses que identificarem que o morcego hematófago “vampiro” se abriga em cavernas, ocos de árvore, minas e casas abandonadas, deve sempre comunicar à Cidasc ou denunciar no telefone da Ouvidoria do Estado (0800-644 8500) ou no site www.ouvidoria.sc.gov.br/. Em caso de acidente com um desses animais a pessoa deve procurar um hospital ou posto de saúde mais próximo, relatar o ocorrido visando o tratamento adequado.

Fonte: Departamento Regional de Tubarão
Assessoria de Comunicação – Cidasc

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