13 junho 2024 - 4:20

Cidasc confirma caso de raiva em bovino em Mafra

O Departamento Regional da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola (Cidasc) de Mafra, confirmou a notificação de um foco de raiva em bovino, em Mafra, na localidade da Pedra Fina, próximo à divisa com Itaiópolis. A raiva é uma zoonose (doença que afeta animais e humanos) fatal e sem tratamento.

Entenda o caso: 

O produtor, após orientação de um médico veterinário, que atendeu a propriedade, notificou a Cidasc. Com a morte do bovino, os profissionais da companhia procederam com a coleta do material e enviaram para análise. Os trabalhos estão sendo realizados com o apoio da Vigilância Epidemiológica Municipal, e da Secretaria Estadual/Municipal de Saúde.

Na propriedade, o produtor foi orientado a proceder a imediata vacinação de todos os seus bovinos. O mesmo será realizado com orientação porta a porta na vizinhança e propriedades mapeadas, num raio de 2 km. Paralelamente, a equipe da Vigilância Epidemiológica Municipal fez levantamento da população de cães e gatos num raio de 300 metros do foco, para vacinação dos mesmos.

Orientações:

Diante disso, a Cidasc reforça a orientação para que os produtores na região vacinem seus animais: bovinos, equinos, ovinos, caprinos, suínos, cães e gatos. Também é preciso estar atento para as alterações na capacidade motora dos animais, como andar cambaleante e dificuldade respiratória, que podem ser sintomas da raiva.

O produtor também deve observar se há marcas de mordeduras nos animais, que podem indicar que foram espoliados (mordidos) por morcegos. Os morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue) podem ser vetores da raiva. A Cidasc deve ser notificada quanto à existência de animais com possíveis sintomas da doença ou do ataque de morcegos, para tomarem as medidas necessárias para evitar novos casos.

Raiva:

É uma doença transmissível que atinge mamíferos como cães, gatos, bois, cavalos, macacos, morcegos e também o homem. É causada por um vírus que ataca o sistema nervoso central, levando à morte após pouco tempo de evolução. A transmissão da raiva ocorre quando a saliva do animal infectado entra em contato com pele ou mucosa por meio de mordida, arranhão ou lambedura do animal. Os sintomas da raiva variam conforme a espécie, quando acomete animais carnívoros, eles se tornam agressivos e, quando ocorre em animais herbívoros, as manifestações são de paralisia. Em caso de agressão por animal, deve-se procurar o serviço de saúde mais próximo. (Fonte: Dive Santa Catarina).

Saiba mais: https://www.cidasc.sc.gov.br/defesasanitariaanimal/programas/controle-da-raiva-e-vigilancia-para-encefalopatias-transmissiveis/

A Cidasc reforça a orientação aos produtores para manterem em dia a vacinação de seus animais, uma medida que não apenas protege o rebanho, mas também resguarda a saúde humana. Abaixo, apresentamos algumas orientações sobre a aplicação da vacina.

Um guia rápido sobre a vacina da raiva em bovinos

A vacina anti-rábica deve ser aplicada anualmente nos animais domésticos e de criação. Vacine ovinos, bovinos, caprinos e equinos com mais de 90 dias de vida. Quanto à vacinação de cães e gatos, consulte o médico veterinário. Abaixo, orientações para cada situação envolvendo animais de criação.

Animal nunca foi vacinado contra raiva:

1. Vacine;

2. Dê uma dose de reforço em 30 dias;

3. Faça nova dose de reforço em 180 dias;

4. Revacinar anualmente.

Animal foi vacinado alguma vez, mas não vinha recebendo o reforço anual:

1. Vacine;

2. Dê uma dose de reforço em 30 dias;

3. Faça nova dose de reforço em 180 dias;

4. Revacinar anualmente.

Animal foi vacinado e recebeu dose de reforço há mais de 180 dias:

1. Vacine agora;

2. Revacinar anualmente;

Animal foi vacinado e recebeu dose de reforço há menos de 180 dias:

1. Aguarde o prazo para vacinar.

Atenção para a conservação da vacina, pois ela precisa de refrigeração. Tanto na hora de guardar quanto de transportar o produto para a propriedade, ela precisa ser mantida entre 2 °C e 8 °C. Ela perde eficácia se guardada depois que o frasco é aberto, por isso o que resta no vidro aberto não pode ser guardado para o momento da aplicação do reforço.

Fique atento e lembre que a vacina da raiva deve ser reforçada anualmente.

Notifique à Cidasc sempre que aparecer sintomatologia nervosa nos animais e nunca manipule animais suspeitos, porque existe o risco de contágio através da saliva.

Colaboração: Alessandra Carvalho- Assessoria de Comunicação – Cidasc

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