27 setembro 2020 - 9:23

APICULTURA E LEITE: Senar/SC inicia formação de novas turmas da ATeG no Sul do Estado

Produtores de Treviso, Orleans e Nova Veneza ingressam no programa em setembro e outubro

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) reuniu na última semana apicultores e produtores de leite do Sul do Estado para apresentar a metodologia do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) que inicia a formação de novas turmas na região, em parceria com os Sindicatos Rurais locais.

Os encontros aconteceram em Treviso, Orleans e Nova Veneza. Os dois primeiros municípios reúnem 30 produtores para a assistência técnica e gerencial em apicultura que começa em outubro. Devido à pandemia, a nova turma – 3ª na região – foi dividida em dois grupos para sensibilização do projeto, obedecendo às normas de prevenção ao contágio do vírus. Parte dos produtores acompanhou a apresentação na Prefeitura de Treviso e os demais no Centro Administrativo de Orleans. Ao todo, a ATeG alcança 85 produtores apícolas atendidos pelo Senar/SC na região. Na cadeia leiteira, a terceira turma do programa inicia a formação neste mês, com 30 novos produtores assistidos.

De acordo com a supervisora do Senar na região Sul, Sueli Silveira Rosa, os produtores receberão assistência técnica e gerencial dos profissionais especializados durante dois anos para melhorarem produtividade, manejo, gestão e comercialização. O objetivo do programa é acompanhar a produção, auxiliar os apicultores e bovinocultores de leite no trabalho de campo, além de orientá-los no gerenciamento das atividades e na gestão dos negócios.

“Nosso trabalho é apresentar a eles um modelo de adequação tecnológica associada à consultoria gerencial, que priorize a gestão da atividade de forma eficiente e com isso permita alcançar mudanças efetivas no ambiente das empresas rurais. Nestas sensibilizações, explicamos como funciona o projeto e qual a função de cada um no seu desenvolvimento. A ATeG é uma corrente com diversos elos e todos precisam funcionar bem para alcançarmos os resultados”, destaca Sueli.

O presidente do Sindicato Rural de Orleans, Natalino Bianco, ressalta que a apicultura é referência na região, que conta com 800 produtores. “Para muitos é a principal atividade econômica. A assistência técnica e gerencial chega para ampliar o número de apicultores assistidos e fortalecer a cadeia”, projeta.

A análise é compartilhada pelo presidente do Sindicato Rural de Nova Veneza, Adilcio Pedro Pazetto. Segundo ele, a região mostra força na produção de leite e aposta na ATeG como mola propulsora da atividade. “O município possui vasta área de pastagem, sendo referência na produção de leite para a região. Com a assistência técnica e gerencial, os produtores poderão aperfeiçoar o trabalho e crescer de forma organizada”.

NO ESTADO

Segundo a coordenadora estadual do programa, Paula Araújo Dias Coimbra Nunes, a ATeG dá suporte e direcionamento técnico aos produtores na gestão das propriedades. “É um modelo de assistência técnica continuado, que engloba todos os processos da cadeia produtiva e possibilita a evolução socioeconômica da família e da comunidade”.

A metodologia do programa está fundamentada em cinco etapas: diagnóstico produtivo individualizado; planejamento estratégico; adequação tecnológica; capacitação profissional complementar e avaliação sistemática de resultados.

“O nosso programa chega para somar com o setor porque, além da técnica que melhora a eficiência e a eficácia do trabalho, a ATeG capacita para o empreendedorismo e aumenta a rentabilidade das famílias”, sublinha o presidente do Sistema FAESC/SENAR-SC, José Zeferino Pedrozo.

“Temos muito orgulho deste programa que melhora o trabalho e a renda dos produtores e aumenta a produtividade em todas as cadeias atendidas no Estado. Nossa meta é ampliarmos o número de turmas e de produtores assistidos em todas as regiões”, complementa o superintendente do Senar/SC, Gilmar Antonio Zanluchi.

Neste período de pandemia, o trabalho de assistência técnica segue protocolo sanitário para atender todas as medidas determinadas pelos órgãos de saúde, entre elas, uso de máscaras, distanciamento social e higienização com álcool em gel.

Fonte: MB Comunicação

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