Uma mulher de 38 anos, identificada como Daiana Gisele Müller, morreu na manhã desta terça-feira, 20, em Ipira, no Oeste de Santa Catarina, menos de uma hora após acionar o botão do pânico da Polícia Militar. O caso é investigado como feminicídio.
Segundo a Polícia Civil, Daiana procurou a instituição em 8 de outubro e registrou a ameaça. No dia seguinte, 9 de outubro, a Justiça concedeu a medida protetiva, que proibia o suspeito de manter contato com a vítima e determinava uma distância mínima de 100 metros.
A Polícia Militar informou que Daiana acionou o botão do pânico antes de ser encontrada morta. Os policiais foram até a residência dela, onde encontraram o imóvel arrombado. Como a mulher e o suspeito não estavam no local, iniciaram buscas nas proximidades.
O corpo foi localizado em uma ponte, com marcas de facadas.
Suspeito se apresentou à polícia
O ex-marido se apresentou espontaneamente à Polícia Militar em Presidente Castello Branco. Conforme a corporação, ele relatou ter matado a companheira. O homem foi preso em flagrante e conduzido à Central de Plantão Policial de Concórdia. A Polícia Civil autuou o suspeito por feminicídio e representou à Justiça pela conversão da prisão em flagrante em preventiva.
Investigação apura descumprimento da medida
A Polícia Civil informou que investiga as circunstâncias do crime, incluindo o meio empregado e se houve descumprimento da medida protetiva.
Caso seja confirmado que o feminicídio foi cometido em violação à medida judicial, poderá incidir uma causa de aumento de pena prevista no Código Penal, de um terço até a metade.
Até a divulgação da nota, não havia informação sobre a decisão judicial a respeito do pedido de prisão preventiva.
Fonte: Oeste mais




















