A NDTV Record está produzindo a série documental “500 Anos de Santa Catarina”, dirigida pelo cineasta Luan Vosnhak. Parte das gravações foi realizada no Centro de Documentação Histórica Plínio Benício (Cedohi) e no Museu ao Ar Livre Princesa Isabel, localizados no campus do Centro Universitário Barriga Verde (Unibave), em Orleans. Além de servir como cenário para as filmagens, os museólogos Valdirene Böger Dorigon e Idemar Ghizzo participam da produção como consultores históricos.
Conforme a produtora da série, Beatriz Azevedo, o projeto conta com 20 episódios, cuja exibição começou em maio e segue até novembro. “No Museu, estamos gravando o episódio sobre a imigração italiana”, explica.
Segundo o diretor Luan Vosnhak, o capítulo dedicado à imigração exige mais do que documentos históricos: necessita de um espaço que represente o cotidiano dos imigrantes. “O Museu ao Ar Livre, além de ser tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), abriga um centro de documentação e reproduz o ambiente em que viviam os colonos. O engenho de farinha, a marcenaria e a serraria movida à roda d’água não estão expostos em vitrines, mas reconstruídos em um ambiente natural, reproduzindo o modo de vida dos colonos entre o fim do século XIX e meados do século XX”, justifica.
Além do Museu ao Ar Livre, a equipe também gravou em comunidades rurais da região Sul, entre elas a localidade de Rio Pinheiros Alto. “Lá a herança cultural não está musealizada, ela permanece viva: no dialeto ainda falado entre gerações, na produção artesanal de vinho e embutidos e nas festas religiosas que organizam o calendário social até hoje. O episódio sobre a imigração vai mostrar de onde veio essa herança e onde ela ainda respira”, afirma o diretor.
Para a diretora do Museu ao Ar Livre, Valdirene Böger Dorigon, o acervo preservado contribui para compreender os costumes dos imigrantes italianos, reunindo objetos, máquinas e uma vasta coleção de documentos históricos. “Como atuamos há anos nessa área, conhecemos pessoas e comunidades de Orleans e região que mantêm vivos esses costumes, por meio da culinária, da arquitetura, da religiosidade e do modo de falar”, destaca.
Além das gravações no Museu, a equipe passou pela Cervejaria Big Jack e pela Vinícola Bianco, em Orleans; pelo Restaurante e Pousada Masiero, em Pedras Grandes; e pela Praça Central de Cocal do Sul.
SC 500 Anos
Conforme o diretor Luan Vosnhak, a série “500 Anos de Santa Catarina” propõe contar os cinco séculos de formação do estado a partir de uma perspectiva que não começa pela chegada dos colonizadores. Os 20 episódios têm início com os povos originários — Guarani, Kaingang e Laklãnõ/Xokleng —, que já habitavam o território catarinense, abordando sua cosmologia, suas línguas e sua presença histórica, reconhecida por documentos oficiais e pela educação indígena.
A produção também abordará a colonização açoriana, alemã e italiana, as guerras do Contestado e da República Juliana, o processo de industrialização descentralizada e será encerrada com um episódio dedicado à identidade catarinense.
Por Antonio Roseng: Assessor de Comunicação/Unibave

































