O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, manifestou-se negativamente sobre a aprovação do fim da jornada de trabalho 6×1 no Congresso Nacional, medida que implementa a escala 5×2 no Brasil. Para o representante, a alteração legislativa trará prejuízos econômicos significativos, especialmente para o agronegócio e a produção animal, setores que operam de forma ininterrupta os 365 dias do ano.
Segundo Losivanio, a mudança resultará em aumento de custos operacionais para as empresas, perda de poder de compra para os trabalhadores e acelerará a desindustrialização do país.
Impacto econômico e repasse de preços
A principal preocupação destacada pelo presidente da ACCS é o impacto financeiro da redução da jornada sem a correspondente flexibilização salarial. Ele argumenta que a necessidade de contratar mais profissionais para suprir a demanda de horas não trabalhadas onerará os empresários, que já enfrentam uma alta carga tributária nacional. Consequentemente, os custos adicionais atrelados aos encargos trabalhistas dessas novas contratações serão integralmente repassados ao preço final dos produtos.
Reflexos no mercado de trabalho
Sob a ótica dos empregados, Losivanio avalia que o cenário resultará em perda direta do poder de aquisição. Embora o trabalhador ganhe mais tempo livre na teoria, a elevação do custo de vida forçará muitos a buscar empregos informais ou “bicos” no tempo ocioso para conseguir complementar a renda. Além disso, ele projeta que os novos ingressantes no mercado de trabalho receberão salários proporcionalmente menores em relação aos profissionais já contratados, como uma forma de as empresas diluírem os altos custos gerados pelas horas trabalhadas.
Competitividade e fuga de capitais
O executivo alertou também para os riscos de evasão de empresas e trabalhadores para os países vizinhos. Losivanio citou que mais de 50 mil brasileiros já migraram para o Paraguai somente neste ano, atraídos por segurança jurídica, física, tributária e pela política de imposto único. A Argentina também estaria adotando cortes de impostos para atrair organizações do Brasil, o que, segundo ele, agrava o cenário de desindustrialização nacional e impulsiona o fechamento de comércios locais de variados portes.
Crítica legislativa
Na avaliação do presidente da ACCS, a decisão do Congresso é um retrocesso. Losivanio criticou a formulação das medidas e alertou que os legisladores ignoram os desafios diários do setor produtivo para atender às exigentes legislações trabalhistas brasileiras e aos protocolos internacionais. O ônus final das decisões políticas, conclui o executivo, recairá sobre a população consumidora, que pagará a conta das novas exigências impostas ao setor que produz riqueza no país.
Fonte: ACCS

















