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Três homens são condenados por roubo milionário com refém em empresa

Três homens denunciados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por planejar e executar um assalto violento a uma empresa em São Francisco do Sul foram condenados pelo crime de roubo qualificado. Dois dos acusados tiveram as penas fixadas em 15 anos e dois meses de reclusão em regime fechado, além de 23 dias-multa. O terceiro réu também foi sentenciado pelos crimes de desobediência e direção perigosa e recebeu a pena de 17 anos, oito meses e 10 dias de reclusão, sete meses e 15 dias de detenção, em regime inicial fechado, além de 36 dias-multa. Na decisão, a Justiça também negou aos três condenados o direito de recorrer em liberdade, mantendo a prisão preventiva para a garantia da ordem pública.

A peça inicial acusatória da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de São Francisco do Sul narra que o roubo ocorreu na noite de 13 de novembro de 2025 em uma empresa de construção e montagens elétricas no bairro Ervino. Agindo de forma premeditada e conjunta, os acusados utilizaram uma arma de fogo e uma faca para ameaçar o vigilante do local.

Segundo consta na denúncia, a vítima foi levada a um contêiner dentro das dependências da empresa e amarrada a uma cadeira com fita isolante, o que impediu sua reação enquanto os acusados subtraíam dos bens. Entre os itens roubados estão um caminhão, um rolo de cobre com aproximadamente 500 quilos, uniformes e ferramentas de trabalho.

A ação penal ajuizada pelo MPSC relata que, após o roubo, um dos acusados, ao fugir, dirigiu o caminhão em alta velocidade, avançou sinais semafóricos, trafegou pelas calçadas, fez manobras em zigue-zague e ultrapassou bloqueios policiais, colocando em risco pedestres e motoristas que transitavam pela região. A Promotora de Justiça Edileusa Demarchi, autora da ação, ressaltou que se trata “de uma conduta extremamente grave, que envolveu violência contra a vítima e expôs toda a coletividade a perigo durante a fuga. A atuação firme do Ministério Público objetivou responsabilizar os envolvidos e coibir práticas criminosas dessa natureza”.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC – Correspondente regional em Joinville
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