21 março 2026 - 6:21
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Carboníferas tratam mais de 8 milhões de m³ de água por ano

Dia Mundial da Água evidencia investimentos do setor no tratamento de efluentes e na recuperação ambiental

O cuidado com um dos recursos mais essenciais à vida é prioridade para as carboníferas do Sul catarinense. Anualmente, cerca de 8 milhões de metros cúbicos de água são tratados pelas mineradoras da região. Esse volume é reutilizado nas operações, devolvido à natureza dentro dos padrões ambientais ou, em alguns casos, destinado à agricultura.

No Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, o setor reforça seu compromisso com a gestão responsável dos recursos hídricos. “A indústria carbonífera destaca as práticas de tratamento e reutilização da água nas operações de mineração e beneficiamento do carvão mineral. Além disso, também investe na recuperação ambiental de áreas impactadas no passado, contribuindo para a reabilitação dos ecossistemas e a preservação dos recursos naturais”, afirma o diretor técnico do Carvão+, Marcio Zanuz.

Na cadeia produtiva do carvão, a água desempenha papel fundamental, especialmente no processo de beneficiamento, que separa o carvão do material rejeitado. Após essa etapa, toda a água utilizada passa por sistemas de tratamento, como Estações de Tratamento de Efluentes (ETE), decantadores de lamelas e filtro prensa, entre outros. As carboníferas da região contam com certificação ISO 14001, que atesta a excelência na gestão ambiental.

De acordo com a engenheira ambiental do Núcleo de Meio Ambiente e Mineração da SATC, Letícia Possoli, embora existam particularidades entre as empresas, o tratamento de efluentes segue etapas físico-químicas semelhantes. “O processo envolve neutralização, coagulação, floculação e sedimentação. Essas etapas são essenciais para corrigir o pH e remover partículas em suspensão, neutralizando a acidez característica dessas águas”, explica.

A reutilização da água tratada é um dos principais avanços do setor. “Essa prática reduz a necessidade de captação em fontes naturais, contribuindo para a preservação ambiental. Além disso, gera ganhos operacionais, ao aumentar a eficiência dos processos e reduzir custos. Com tecnologia e gestão adequada, é possível conciliar produtividade e sustentabilidade”, ressalta Letícia.

Recuperação ambiental melhora qualidade dos rios

Outro eixo importante de atuação do setor carbonífero é a recuperação ambiental de áreas degradadas pela mineração no passado. A atividade na região Sul de Santa Catarina teve início em 1917, período em que as questões ambientais ainda não eram prioridade.

Segundo Letícia, as ações de reabilitação têm impacto direto na qualidade dos recursos hídricos. “A implantação de obras de recuperação, aliada ao fechamento de bocas de mina e ao controle da drenagem ácida de mina (DAM), tem apresentado resultados positivos, comprovados por monitoramentos que indicam avanços na qualidade das águas superficiais”, destaca.

A redução de áreas com rejeitos expostos também contribui para diminuir a oxidação de sulfetos, o que reduz a geração de drenagem ácida e a mobilização de contaminantes. “Esse processo impacta não apenas as águas superficiais, mas também as subterrâneas, reforçando a importância de ações integradas de recuperação ambiental”, completa.

Apesar dos avanços, ainda há desafios técnicos a serem superados. “As medidas implementadas demonstram que a recuperação ambiental é um instrumento eficaz para melhorar a qualidade dos rios e promover a sustentabilidade dos recursos hídricos”, finaliza a engenheira.

Além disso, um projeto de pesquisa desenvolvido no Centro Tecnológico da SATC busca viabilizar a extração de terras raras a partir da drenagem ácida de mina, unindo recuperação ambiental e potencial econômico.

Colaboração: Lucas Colombo – Comunicação Siecesc

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