22 outubro 2021 - 2:16

ABM promove mesa-redonda sobre projetos sociais na Música, nesta quinta, 23/9

Nesta próxima quinta-feira, dia 23 de setembro, às 18h, a Academia Brasileira de Música vai promover mais uma edição dos “Encontros ABM”. Com transmissão online pelo canal da ABM no YouTube, esta edição acontecerá em formato de mesa-redonda com o tema “Projetos Sociais”, reunindo os acadêmicos André Cardoso (Mediador) e Ernani Aguiar (Projeto Sinos), o maestro Edilson Ventureli (Instituto Baccarelli) e o compositor Paulo Zuben (Projeto Guri, Santa Marcelina). Ao longo do ano, a ABM proverá oito atividades, dentre entrevistas, palestras e mesas-redondas, tendo por tema geral Música e Educação. www.youtube.com/academiabrasileirademusicaabm

PARTICIPANTES:

ANDRÉ CARDOSO (1964) é violista e regente graduado pela Escola de Música da UFRJ, com Mestrado e Doutorado em Musicologia pela UNIRIO. Recebeu, durante três anos, bolsa da Fundação Vitae para curso de aperfeiçoamento na Argentina, na Universidade de Cuyo (Mendoza) e no Teatro Colón de Buenos Aires. Em 1994, foi o vencedor do Concurso Nacional de Regência da Orquestra Sinfônica Nacional da UFF, passando a atuar à frente de conjuntos como as sinfônicas da Paraíba, de Minas Gerais, do Espírito Santo, de Campinas, do Teatro Nacional de Brasília, a Sinfônica Brasileira, a Petrobras Sinfônica e do Instituto Superior de Artes do Teatro Colón. No Theatro Municipal do Rio de Janeiro foi maestro assistente da Orquestra Sinfônica entre 2000 e 2007 e diretor artístico da instituição nas temporadas de 2015 e 2016. Como pesquisador, publicou mais de vinte artigos em revistas especializadas, periódicos e anais. Em 2005 lançou seu primeiro livro, A Música na Capela Real e Imperial do Rio de Janeiro, premiado com o primeiro lugar no II Concurso José Maria Neves de Monografias da ABM. Em 2008 lançou A Música na corte de D. João VI. É professor de Regência e Prática de Orquestra da Escola de Música da UFRJ, da qual foi diretor por dois mandatos consecutivos, entre 2007 e 2015. É membro e Vice-Presidente da Academia Brasileira de Música, que presidiu entre 2014 e 2017, e coordenador do Sistema Nacional das Orquestras Sociais do Brasil, projeto desenvolvido pela Fundação Nacional de Artes (FUNARTE) e UFRJ.

 

ERNANI AGUIAR (1950) é um importante regente e compositor brasileiro. Estudou no Brasil com Paulina D’Ambrosio e Santino Parpinelli, César Guerra-Peixe e Carlos Alberto Pinto Fonseca. Foi bolsista do Mozarteum Argentino, tendo estudado com Sérgio Lorenzi. Na Itália foi aluno do Conservatório Cherubini, em Firenze, onde estudou com Roberto Michelucci (violino) e Annibale Gianuario (regência). Ainda na Europa fez cursos de aperfeiçoamento em regência com Adone Zecchi, Franco Ferrara e Sergiu Celibidache. Como violista integrou a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e o Conjunto de Música Antiga da Rádio MEC. Na referida emissora atuou ainda como assistente dos maestros Alceo Bocchino e Nelson Nilo Hack na Orquestra Sinfônica Nacional e na Orquestra de Câmara da Rádio MEC. Como regente foi ainda assistente de David Machado na Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro e fundador e titular do Coral Municipal de Petrópolis. Foi coordenador dos projetos Orquestras e Espiral da Funarte entre 1982 e 1985 e professor de regência do Instituto Villa-Lobos da UNIRIO. Em 1990 recebeu o título de Cidadão Benemérito do Estado do Rio de Janeiro. Como regente, dedica-se especialmente ao repertório brasileiro e contemporâneo internacional. Como pesquisador, tem sua atenção voltada para a música brasileira do período colonial. Dentre suas gravações como regente destacam-se as da obra do Padre José Maurício Nunes Garcia com o Coral Porto Alegre e a ópera Colombo, de Carlos Gomes, à frente de solistas, corais e Orquestra Sinfônica da UFRJ, que recebeu o prêmio de “Melhor CD de Música Erudita” da Associação Paulista de Críticos de Arte em 1998 e o “Prêmio Sharp” em 1999. Como compositor tem obtido expressivo sucesso tanto no Brasil como no exterior, com sucessivas apresentações, gravações, edições e transmissões radiofônicas e televisivas de suas obras. É professor de regência e prática de orquestra da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

EDILSON VENTURELI iniciou seus estudos musicais aos cinco anos de idade no curso de piano. Aos treze, ingressou no Coral Baccarelli, um dos mais tradicionais e conceituados corais de São Paulo. Pela atuação direta com o Maestro Baccarelli em seus projetos musicais, em 1998, com graduação em Direito, passa a dirigir o Instituto Baccarelli, associação civil sem fins lucrativos cujo objetivo é oferecer formação musical e artística de excelência para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social, proporcionando desenvolvimento pessoal e gerando possibilidades de profissionalização. Buscando ampliar seus conhecimentos nesta área, em 2004 cursou pós-graduação em Administração do Terceiro Setor na FGV-Fundação Getúlio Vargas. Em paralelo seguiu sua carreira como maestro. Depois de aperfeiçoar sua técnica em direção orquestral sob a orientação dos maestros Ira Levin (2004-2005) e Roberto Tibiriçá (2005-2010), desde 2011 está sob a orientação do Maestro Isaac Karabtchevsky, diretor artístico e regente titular da OSH – Orquestra Sinfônica Heliópolis, grupo artístico mais avançado do Instituto Baccarelli, do qual é o regente adjunto. À frente destes jovens se apresentou em importantes salas e locais da cidade, como: Sala São Paulo, Theatro Municipal de São Paulo, Teatro Alfa, MASP entre outros. É importante destacar o concerto para o Papa Bento XVI, na Catedral da Sé, em maio de 2007 e concertos com grandes artistas da Música Popular Brasileira. No Brasil, tem atuado como maestro convidado pelas Orquestra Sinfônica de Sergipe, Orquestra Sinfônica da Bahia, Orquestra Sinfônica de Campinas, Orquestra Sinfônica do Estado do Espírito Santo, Orquestra Sinfônica de Piracicaba, entre outras, e no exterior atuou à frente da World Youth Orchestra, da SYOA – State Youth Orchestra of Armenia, da ORA-Orquestra Reino de Aragon – Espanha e da LVIV Philarmonic Orchestra – Ucrânia. E em 2018, teve o privilégio de reger o grande tenor Andrea Bocelli em sua turnê brasileira.

PAULO ZUBEN é compositor e gestor cultural. É doutor em Artes-Musicologia (2009) pela ECA-USP e mestre em Comunicação e Semiótica (2003) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Possui graduação em Música (2000), com Bacharelado em Composição pela Faculdade Santa Marcelina (FASM), e graduação em Administração de Empresas (1991) pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo. Em 2004, foi selecionado para estágio em composição e informática musical do IRCAM de Paris, onde trabalhou durante seu período de mestrado. Entre 2011 e 2013, foi bolsista do National Arts Strategies (NAS), especializando-se em gestão cultural na Harvard Business School, na Michigan University e na Texas University. Atualmente, é o diretor artístico-pedagógico da Santa Marcelina Cultura, organização social responsável pela gestão do Theatro São Pedro, da Escola de Música do Estado de São Paulo – Tom Jobim e do Guri Santa Marcelina. Tem 2 livros publicados (Ouvir o som e Música e tecnologia). Atua como compositor com obras instrumentais e eletroacústicas gravadas em CDs, tocadas em importantes festivais de música do Brasil e exterior e que receberam diversos prêmios. Foi criador e faz parte do conselho artístico da Camerata Aberta, um dos principais grupos de música contemporânea da Brasil, que já fez turnês nacionais e internacionais, gravou dois CDs e recebeu o prêmio APCA em 2010 e o Prêmio Bravo! em 2012. Desde 2018, atua também como o diretor-presidente da Associação Brasileira das Organizações Sociais de Cultura – ABRAOSC. É conselheiro do Instituto Curitiba de Arte e Cultura – ICAC e do Instituto Elga Marte. Foi condecorado pelo Ministério da Cultura da França com a ordem de Chevalier dans l’Orde des Arts et des Lettres em 2013.

Fábio Cezanne  – Cezanne Comunicação – Assessoria de Imprensa em Cultura e Arte
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