22 setembro 2021 - 2:04

Trabalhadores das Indústria plástica de Criciúma e região aprovam termos finais da negociação

Os trabalhadores terão reajuste de 7% em seus salários e demais vantagens econômicas, retroativo a abril,

A ampla maioria dos trabalhadores de cinco empresas das indústria plástica de Criciúma e região aprovaram os termos finais da negociação para renovação da convenção coletiva dos mais de 8 mil profissionais do setor. Entre cerca de 500 trabalhadores ouvidos em assembleias em portas de fábrica, na manhã e tarde desta terça-feira (15) apenas 11 rejeitaram a proposta.
Os trabalhadores terão reajuste de 7% em seus salários e demais vantagens econômicas, retroativo a abril, com diferenças devendo ser quitadas na próxima folha de pagamento. O abono/PPR anual chegou a R$ 1.011,47, totalizando mais de 22,6% em relação ao valor recebido no ano passado. Em 2020 o abono foi de R$ 825,00, em virtude da pandemia.
“Além disso, renovamos todas as cláusulas da convenção anterior que tem conquistas históricas, como adicional noturno de 32,5%, licença de até 14 dias, sem prejuízo aos salários, para acompanhamento de filhos menores em internação hospitalar, entre outras”, destaca o presidente do Sindicato, Carlos de Cordes, o Dé.
De inovação, neste ano, ficou assegurado o abono/PPR anual para trabalhadoras que ficarem em licença maternidade. “Tivemos empresas que não pagaram o abono para estas mães em 2020, mas neste ano o direito está garantido na convenção coletiva”, acrescentou Dé, considerando positivo o acordo costurado e que tem aprovação da categoria.
Nesta terça-feira (15) foram ouvidos, durante o dia, trabalhadores das empresas Coposul, Canguru, Totalplast, Cristalcopo, Cristal Log e à noite a diretoria continuou levando a proposta para avaliação dos trabalhadores das principais empresas do segmento plásticos. O trabalho de ouvir a categoria prossegue nos próximos dias.
“Não foi uma negociação fácil, mas consideramos positivo o resultado final, especialmente em relação ao abono/PPR, que deveria ter sido de R$ 945,30 no ano passado e neste ano conseguimos romper a casa de R$ 1 mil e, acreditamos, fizemos senão a melhor, mas uma das melhores negociações do setor no Estado”, finaliza Carlos de Cordes.

ASCOM Sindicato Químicos de Criciúma e Região

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