29 setembro 2020 - 1:57

Unimed adquire 10 mil testes rápidos para diagnosticar pacientes com sintomas de coronavírus

A Unimed segue buscando métodos de prevenção e combate ao coronavírus. Desta vez, em um investimento de R$ 1,5 milhão, a unidade de Criciúma adquiriu 10 mil testes rápidos que devem chegar no dia 5 de abril. A intenção é utilizá-los em profissionais da saúde e também em pacientes com sintomas de Covid-19.

“Na fase que o Brasil se encontra, o mais importante para prevenção é testar todo mundo. O governo (federal) parece que tá adquirindo uma grande quantidade (de testes). A prefeitura também e a Unimed 10 mil. Daqui 30, 40 dias, vai ser importante para a população”, explica o presidente da Unimed de Criciúma, Dr. Leandro Avany Nunes.

A Prefeitura de Criciúma também adquiriu 10 mil testes. A primeira compra, que compreende mil unidades, foi realizada. E de acordo com informações do Paço Municipal já está autorizada a aquisição de mais 9 mil. Assim como a Unimed, a prefeitura deve receber os testes no dia 5 de abril e estabelecerá critérios para aplicá-los em pessoas que apresentam sintomas da doença.

O que são os testes rápidos? 

Segundo informações do Ministério da Saúde, o teste rápido é indicado apenas entre o sétimo e décimo dia do início dos sintomas, como febre e tosse. Não é recomendado para uso em toda a população, uma vez que não consegue diagnosticar o início da doença, como explica o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

“É um teste rápido, mas ele mede o anticorpo. Você teve a gripe, que pode ser de qualquer vírus e, no sétimo dia, a gente fala que a gripe que você está ou que já acabou era causada pelo coronavírus. Esse teste vai ser fundamental para a gente saber se aquela enfermeira, aquele médico ou o profissional de segurança, que teve uma gripe ou que está com uma gripe, testou positivo para coronavírus. Se sim, vamos tratar de um jeito. Se não, poderá retornar ao trabalho”, esclarece Mandetta.

Funciona assim: entre o sétimo e o décimo dia do surgimento dos sintomas de coronavírus coleta-se uma gota de sangue, a exemplo da medição de glicemia (taxa de açúcar no sangue). A partir desta gota de sangue é possível detectar a presença de anticorpos (IgG e IgM), que são defesas produzidas pelo corpo humano contra o vírus SARS-CoV-2, que causa a Covid-19. Os resultados deste teste saem praticamente na mesma hora, duram cerca de 15 a 30 minutos.

Testes em casos graves

O Ministério da Saúde já distribuiu para laboratórios públicos de todo o país mais de 54 mil testes de biologia molecular, chamados de RT-PCR. Este tipo de teste identifica o vírus que provoca o coronavírus logo no início, ou seja, no período em que ainda está agindo no organismo.

O uso desses testes é feito para diagnosticar casos graves internados. Além disso é utilizado na Rede Sentinela, ou seja, para acompanhar a evolução da doença no Brasil, como os sintomas dos casos mais graves associados ao vírus. Assim, para a vigilância os testes são feitos em casos graves e amostragem de casos leves, como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Ao todo, juntando testes rápidos e de biologia molecular (RT-PCR), o Ministério da Saúde irá distribuir quase 23 milhões de testes para diagnosticar a Covid-19, seja por aquisição direta ou por meio de doações.

Com informações do Ministério da Saúde

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