22 setembro 2020 - 8:21

Qualidade de vida: programa Saúde da Mulher Rural auxilia 2,4 mil produtoras

Foram realizados 1.701 exames de Papanicolau (Foto: Arquivo / MB Comunicação)

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), atendeu em 2019, 2.426 produtoras no programa Saúde da Mulher Rural que, além de promover os cuidados e o bem-estar físico, motivou a autoestima e a troca de experiências em 10 municípios catarinenses.

Levantamento realizado pelo Senar/SC apontou que no ano passado foram realizados 1.701 exames de Papanicolau; 227 vacinas; 247 testes rápidos de Sífilis, 427 de HIV e 442 de Hepatite B e C; e 47 atendimentos nas áreas de oftalmologia, odontologia e nutrição.

As ações ocorreram nos municípios de Major Vieira, Orleans, Herval D’Oeste, Porto União, Santo Amaro da Imperatriz, Anita Garibaldi, Rancho Queimado, Rio das Antas, Anitápolis e Vargem Bonita em parceria com os Sindicatos dos Produtores Rurais e as Secretarias de Saúde dos municípios atendidos.

Temas como educação em saúde, diagnóstico precoce, prevenção do câncer de colo do útero e das doenças sexualmente transmissíveis, vacinação e violência doméstica foram abordados, promovendo o controle de fatores de riscos que afetam diretamente a saúde da mulher rural.

“O programa teve como objetivo sensibilizar e conscientizar as mulheres, promovendo a saúde física e mental, bem como mudanças de comportamentos que impactam na qualidade de vida individual e de seus familiares”, afirmou a técnica do Senar/SC e responsável pelos programas de saúde Gisele Kraieski Knabben.

De acordo com o superintendente do Senar/SC, Gilmar Antônio Zanluchi, uma das preocupações foi alertar as mulheres sobre a importância dos cuidados com a saúde, principalmente, a prevenção do câncer de colo do útero. “A orientação foi fundamental e contribuiu para o bem-estar das participantes, pois quanto antes diagnosticar a doença mais chances têm de tratar com eficiência”, destacou.

REDE CATARINA

A parceria entre a Polícia Militar de Santa Catarina, por meio da Rede Catarina de Proteção à Mulher, e o Senar/SC levou conhecimento da legislação sobre os casos de violência doméstica. De acordo com a cabo do 11ºBPM, Juliana Fátima Barp Machado, nas áreas rurais ocorreram casos graves de agressão devido a distância entre as propriedades vizinhas, as comunidades e os órgãos de segurança, o que aumenta a dificuldade das mulheres em denunciar ou pedir proteção.

“Apesar de termos as leis mais bem elaboradas do mundo, é muito importante a participação da comunidade e, principalmente, das vítimas para denunciar. A violência contra a mulher não deve ser tolerada de forma alguma, devido a saúde física e mental das mulheres e das graves consequências em relação ao núcleo familiar, em especial os filhos”, enfatizou Juliana.

PROGRAMAÇÃO 2020

Estão previstos, em 2020, 12 eventos para auxiliar aproximadamente 1.800 mulheres inseridas no meio rural. “A intenção do Sistema Faesc/Senar é gerar oportunidades de educação e de prevenção, promovendo a qualidade de vida para as pessoas do meio rural. É importante orientar, principalmente, sobre o diagnóstico e os cuidados com o câncer, além de combatermos a violência, buscando alternativas para garantir a integridade física e mental das mulheres que têm dificuldade para denunciar os casos de agressão”, afirma o presidente do Sistema Faesc/Senar-SC José Zeferino Pedrozo.

Colaboração: MB Comunicação

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