19 setembro 2020 - 11:32

Orleanense que mora na Itália relata rotina dos italianos para enfrentar o coronavírus

Nesta quinta-feira, dia 12 de março, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o Covid-19 (coronavírus) uma pandemia diante da velocidade com que a Covid-19 tem se espalhado pelo mundo.

Atualmente o número de casos da Covid-19 fora da China se multiplicou em 13 vezes, e o número de países afetados triplicou. “Já há mais de 118 mil casos confirmados em 114 países, e 4.291 pessoas perderam suas vidas”.

Na Itália o número de contaminados chegou a 12.562 casos, no último dia 11 de março. O número de mortos subiu para 827, segundo o último boletim da Defesa Civil Italiana. O número que traz esperança é o de curados: 1045 pessoas já estão livres da doença.

Foto: Arquivo Família

Muitos brasileiros vivem na Itália, entre eles, a Orleanense Sueli Ascari Borghezam, que reside no pais desde 1992 e é moradora da Cittá Della Pieve, região da Umbria, na Província de Perugia, desde 2009.

Ela relata como os italianos estão vivendo este momento de crise e as medidas para enfrentar o Coronavírus. “Aqui poucas coisas estão funcionando, correio, bancos, o transportes porque a mercadoria precisa chegar. Estamos em casa, não podemos sair igual na China. É a mesma regra. Deve permanecer assim até o dia 03 de abril”.

Nesta manhã desta quinta-feira, 12, fui ao supermercado pela primeira vez na semana, utilizando mascara, luvas de látex. Tudo é perigoso, porque é um vírus que caminha rápido demais. Os hospitais estão cheios, foi por isso que o governo adotou esta iniciativa. Por exemplo, se uma pessoa tem uma apendicite aguda e vai ao hospital, em Milão, não tem lugar, e o paciente é mandado embora, pois não há como socorrer as UTIS, estão lotadas”.

Ao comentar sobre o Brasil ela comenta, “eu espero que no Brasil, que está quente, o vírus mora mais rápido. Por que quando estiver no inverno, se o vírus viver será um problema para o Brasil, porque no momento não existe uma cura”.

A população aqui é orientada a tomar muita água e limão quente, para reforçar a imunidade. “Porque o vírus tem que ser combatido com a própria imunidade. Os casos de óbitos aqui em sua maioria são pessoas com doenças crônicas.”

Todos na minha família estão bem, o mais vulnerável é meu filho que trabalha com transporte de remédio. Hoje ele está na Grécia e retornando, embora ele seja bastante cuidadoso, é monitorado constantemente.

Em minha cidade na Cittá Della Pieve, há oito casos confirmados e estamos em uma cidade com cerca de 08 mil habitantes. Na Umbria em observação são mais de 1000. A propagação do vírus é muito rápida. Vale ressaltar que as imagens que são transmitidas são horríveis, mais aqui nós vemos muito mais.

Em algumas regiões estão sendo utilizados medicamentos utilizados em outras doenças, como HIV, Ebola e Artrite, com resultado positivo, relata ela.

Aqui as autoridades afirmam que a pandemia pode durar cerca de 20 dias e, após, estarem atentos há outros três meses, ai já estaremos no Verão aqui.  “O problema maior será nos países como o Brasil, onde será inverno”.

“Na città di Chiusi perto de città della Pieve, só porque uma criança está na dúvida de ter o vírus, foi fechada a escola inteira. As crianças estão estudando pelo computador a cerca de 10 dias.  Essas escolas ficarão fechadas até 03 de abril”, relata.

Todas aqui estão em casa, quem sair deve comunicar as autoridades.  É proibido até sair para caminhar. Tudo para evitar aglomerações. Quem quebrar as regras pode ser multado ou até ser detido”. Relatou Sueli que espera por dias melhores.

Por: Gerciana Ascari – Imprensa News Sul

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