21 setembro 2020 - 12:12

Organização Mundial da Saúde classifica coronavírus como uma pandemia

coronavírus é oficialmente uma pandemia. A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou nesta quarta-feira (11) uma atualização na classificação do vírus diante da velocidade com que a Covid-19 tem se espalhado pelo mundo.

“Nas últimas duas semanas, o número de casos da Covid-19 fora da China se multiplicou em 13 vezes, e o número de países afetados triplicou. Já há mais de 118 mil casos confirmados em 114 países, e 4.291 pessoas perderam suas vidas”, disse Tedros Adhanom, diretor geral da OMS em sua justificativa para a reclassificação da doença.

Não existe um critério muito específico para definir uma pandemia. A sua definição é de “propagação mundial de uma nova doença”, de acordo com a OMS. Não há um número predefinido de infectados ou de mortos para que uma doença seja classificada como tal.

Em 30 de janeiro, quando a OMS havia declarado o coronavírus como uma emergência global de saúde pública, Adhanom havia demonstrado relutância em utilizar o termo “pandemia” para se referir ao vírus. A preocupação era de que a reclassificação trouxesse mais pânico do que benefícios. Posteriormente, em fevereiro, a doença foi definida por Adhanom como “várias epidemias em diferentes partes do mundo que afetam diferentes países de maneiras diferentes”.

A última vez que uma doença foi definida como uma pandemia pela OMS foi com o surto de H1N1 de 2009. Estima-se que entre 11% e 21% da população mundial na época contraiu a doença na época.

A reportagem da BBC News Brasil entrevistou o infectologista Marcos Boulos, do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), para entender o que essa declaração representa, quais os riscos para o país e como os Estados devem se preparar.

Boulos afirma que a principal mudança imediata será o fim da burocracia na entrada de remédios hoje parados na alfândega. Segundo o médico, a declaração de pandemia significa que, agora, todos os países estão em situação semelhante e que não deve haver mais preocupações extremas com a importação do vírus, já que ele está presente de maneira significativa no mundo.

“Hoje, a vigilância serve para todas as pessoas e deixamos de fazer buscas individualizadas. Tratamos todas as pessoas como possíveis contaminados”, afirmou o infectologista.

Olhar Digital  e News Brasil

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