20 outubro 2021 - 10:35

O brinquedo que o seu filho gosta, não define o que ele é de fato

As crianças às vezes, antes mesmo do nascimento, já são esperadas por seus familiares, depois cuidadas e educadas de modo a atender padrões estabelecidos de gênero, que as identificam como meninos ou meninas. E as determinações não param por aí, pois ao chegarem às instituições de educação que atendem a infância, elas vivenciam diferentes situações nas quais quase sempre acontece a mesma divisão, começando pelas tradicionais filas, onde meninos são separados de meninas. Diferentemente disso, entendemos que nos constituímos sujeitos de gênero ao longo de toda a vida, numa dada cultura e sociedade.

Portanto, entendemos a infância como um período da vida das crianças muito importante, pois a partir das experiências que terão nesse momento, as mesmas poderão carregar influências por toda a sua vida. É neste período da vida que as crianças irão aprender e apreender sobre elas mesmas, sobre a sociedade e sobre o que as famílias e as pessoas das instituições as quais elas frequentam, pensam e perpetuam sobre gêneros.

Assim sendo, as crianças têm que ser livres para se expressarem e construírem a sua identidade de gênero de forma sadia no brincar. Desconstruindo as ideologias que insistem numa visão rígida, empobrecida, patriarcal de polaridades sobre o gênero.

Fonte: http://www.rmmg.org/artigo/detalhes/117

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