19 setembro 2020 - 5:58

Justiça fixa penas dos condenados da “Operação Mito de Tântalo” em quase 50 anos

A Polícia Civil de Santa Catarina, através da Delegacia de Polícia da Comarca de Orleans, em investigação realizada pelo Setor de Investigação Criminal (SIC), identificou e prendeu no dia 28 de setembro de 2018 três envolvidos na prática do crime de tráfico de drogas e associação para o tráfico, sendo eles J. W. B., 21 anos, G. P. G., 25 anos, e D. C. O., 20 anos. Durante o cumprimento das medidas de prisão e de busca e apreensão na residência dos três citados, e após profunda investigação policial, descobriu-se que participavam da ação criminosa para fins de narcotráfico os suspeitos D. B. de C., 31 anos, M. R. da L., 25 anos, e do adolescente C., 17 anos.

O Delegado de Polícia Civil de Orleans, Ulisses Gabriel relatou sobre o caso ” Na manhã de 31 de outubro de 2018 foi iniciada a parte final da operação, através do cumprimento de  mandados de busca e apreensão nas residência de outros dois suspeitos, M. R. da L., 25 anos, e do adolescente C. na cidade de Lauro Muller, sendo cumprido o mandado de prisão preventiva de M., a qual foi decretada no curso da investigação. O suspeito D. B. de C., conhecido por Dunga, seguia foragido até então, sendo capturado na manhã de hoje através de uma ação da Central de Polícia de Araranguá em conjunto com a Delegacia de Polícia de Balneário Arroio do Silva. Dunga era um dos grandes fornecedores de drogas da cidade de Orleans e atuava na região do Vale do Araranguá.

O grupo movimentava grande quantidade de cocaína e maconha por semana. Segundo os indícios, eram 200 gramas de cocaína e 1 quilo de maconha em cada aquisição.  Após responderem todo o processo, as penas foram fixadas em quase 50 anos  de reclusão. J. W. B. foi condenado a 9 anos e 12 meses; D. C. de O. a 8 anos; G. P. G. a 9 anos e 4 meses; D. B. de C. a 11 anos, 3 meses e 12 dias; e, M. R. da L. a 8 anos de reclusão”.

Origem nome da Operação:

*O mito do suplício de tântalo reflete o sofrimento daquele que deseja algo aparentemente próximo, porém é inalcançável, a exemplo do ditado popular – ” tão perto e ainda assim, tão longe “. Ainda que tenhamos condições de conquistar algo mais do que temos, não devemos esquecer da nossa condição mortal e de nossos limites. Muitas vezes sacrificamos o que temos em função de sonhos desmedidos e desejos do nosso ego, arriscando a perder tudo o que já conquistamos, e só então poderemos dar valor a tudo o que tivemos algum dia. E ainda podemos estender aos nossos descendentes a irresponsabilidade pelos nossos atos no presente. No caso investigado o jovem J. W. B., pivô da investigação, tinha todas as condições para não se envolver com o crime, mesmo assim, na ânsia “conquistar” mais, envolveu-se no crime.

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