3 dezembro 2020 - 3:08

IBGE divulga Sistema de Contas Regionais 2018 – PIB 2018

De 2017 para 2018, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,8%. Entre as 27 unidades federativas, apenas Sergipe (-1,8%) teve queda.

Em 2018, o PIB do Brasil cresceu 1,8% na comparação com 2017. Entre as unidades federativas, a única variação negativa foi de Sergipe (-1,8%). O estado apresentou redução em volume nos quatro últimos anos da série e, em 2017, já havia sido um dos três únicos que não tiveram crescimento em 2017, ao lado de Rio de Janeiro e Paraíba.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e a Superintendência da Zona Franca de Manaus – Suframa, dá continuidade ao projeto de elaboração de estimativas do Produto Interno Bruto – PIB de cada Unidade da Federação, coerentes, comparáveis entre si e compatíveis com as Contas Nacionais do Brasil.

O PIB de Santa Catarina em valores correntes foi de R$ 298,23 bilhões, o 6º maior entre as Unidades da Federação, mantendo a posição assumida em 2017.

Entre as 27 unidades da federação, as maiores variações em volume ocorreram no Amazonas (5,1%), Roraima (4,8%), Mato Grosso (4,3%), Santa Catarina (3,7%) e Rondônia (3,2%).

Em Santa Catarina, os principais alavancadores foram o Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas e as Indústrias de Transformação

A variação em volume do Produto Interno Bruto de Santa Catarina foi
de 3,7%, a 4ª maior entre as 27 Unidades da federação.  Santa Catarina foi um dos 15 estados com variação em volume acima
da nacional (1,8%) em 2018.  A variação do PIB catarinense foi a maior da Região Sul, que cresceu 2,1% em 2018.

Destaques SC – Contas Regionais – PIB 2018 v.2

Saiba mais:

Regiões Norte, Centro-Oeste e Sul cresceram acima da média nacional

A região Norte obteve a maior variação em volume em 2018, tendo crescido 3,4%, influenciado principalmente pelos crescimentos do Amazonas (5,1%), Roraima (4,8%), Rondônia (3,2%) e Pará (3,0%). Já o Sudeste (1,4%) foi a única região com variação inferior à média nacional de 1,8%, onde apenas o Espírito Santo (3,0%), cresceu acima da média nacional.

O Centro-Oeste (2,2%) e o Sul (2,1%) registraram a segunda e terceira maiores variações em volume.  Já o Nordeste cresceu o mesmo que a média brasileira (1,8%).

Entre as 27 unidades da federação, as maiores variações em volume ocorreram no Amazonas (5,1%), Roraima (4,8%), Mato Grosso (4,3%), Santa Catarina (3,7%) e Rondônia (3,2%). No Amazonas, destacaram-se, sobretudo, as Indústrias de Transformação (8,8%), impulsionadas pela fabricação de produtos de informática e produtos eletrônicos.

A alta em Roraima teve a influência da atividade de Serviços, com destaque para Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, Administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social e Atividades imobiliárias. Já em Mato Grosso, o destaque foi a Agricultura, inclusive apoio à agricultura e à pós-colheita, devido às produções de soja e de algodão herbáceo.

PIB pela ótica da produção
Unidades da Federação PIB Variação em volume do Valor Adicionado Bruto (%)
Valor corrente (R$ 1 000 000) Participação (%) Posição relativa da variação
em volume
Variação em volume (%) Total Agropecuária Indústria Serviços
Amazonas 100.109,2 1,4 1 5,1 4,9 -1,6 8,2 3,8
Roraima 13.370,0 0,2 2 4,8 5,1 16,1 5,5 4,4
Mato Grosso 137.442,9 2,0 3 4,3 4,3 5,3 4,2 4,0
Santa Catarina 298.227,1 4,3 4 3,7 3,4 -4,3 3,3 4,2
Rondônia 44.914,0 0,6 5 3,2 3,0 1,3 4,8 2,8
Espírito Santo 137.020,1 2,0 6 3,0 2,9 25,3 -4,6 3,8
Pará 161.349,6 2,3 7 3,0 3,1 -5,2 5,8 3,3
Maranhão 98.179,5 1,4 8 2,9 2,6 -1,0 3,0 3,0
Mato Grosso do Sul 106.969,1 1,5 9 2,5 2,5 1,7 5,0 1,9
Bahia 286.239,5 4,1 10 2,3 2,5 15,9 0,8 1,7
Amapá 16.795,2 0,2 11 2,3 2,5 -7,4 4,9 2,4
Piauí 50.378,4 0,7 12 2,1 2,1 19,9 -2,8 0,7
Tocantins 35.666,2 0,5 13 2,1 2,0 1,1 -1,4 2,8
Rio Grande do Sul 457.294,0 6,5 14 2,0 1,7 -7,1 2,8 2,6
Pernambuco 186.352,0 2,7 15 1,9 2,1 16,6 2,4 1,3
15 UFs com variações médias do PIB superiores à taxa do Brasil 2.130.306,7 30,4 2,8 2,7 1,9 3,0 2,8
Brasil 7.004.141,0 1,8 1,8 1,3 0,7 2,1
12 UFs com variações médias do PIB inferiores à taxa do Brasil 4.873.834,3 69,6 1,3 1,3 0,7 -0,4 1,8
Rio Grande do Norte 66.969,6 1,0 16 1,8 1,8 17,4 -2,8 2,2
Distrito Federal 254.817,2 3,6 17 1,7 1,5 -6,9 2,7 1,5
São Paulo 2.210.561,9 31,6 18 1,5 1,4 -2,0 0,1 1,9
Ceará 155.903,8 2,2 19 1,4 1,6 8,2 -2,0 1,9
Goiás 195.681,7 2,8 20 1,4 1,5 1,8 -1,2 2,3
Minas Gerais 614.875,8 8,8 21 1,3 1,4 7,6 -0,3 1,5
Paraná 440.029,4 6,3 22 1,2 1,2 -4,1 -1,0 2,8
Paraíba 64.373,6 0,9 23 1,1 1,2 7,8 -2,4 1,5
Alagoas 54.413,0 0,8 24 1,1 1,2 2,2 -0,8 1,3
Rio de Janeiro 758.859,0 10,8 25 1,0 1,0 -1,3 -0,8 1,4
Acre 15.331,1 0,2 26 0,5 0,2 -9,5 -4,0 1,9
Sergipe 42.018,0 0,6 27 -1,8 -1,8 -27,3 -2,6 0,2
Fonte: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência 

Em Santa Catarina, os principais alavancadores foram o Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas e as Indústrias de Transformação. Em Rondônia, além destas duas atividades, houve influência positiva de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação devido ao aumento de produção de energia hidrelétrica das usinas Santo Antônio e Jirau.

Menores variações em volume de PIB foram de SE, AC, RJ, AL e PB 

Doze UFs apresentaram variações em volume do PIB entre 2017 e 2018 menores que a média nacional. A participação dessas unidades no PIB do Brasil é 69,6%. As menores variações ocorreram em Sergipe (-1,8%), Acre (0,5%), Rio de Janeiro (1,0%), Alagoas (1,1%) e Paraíba (1,1%).

Em Sergipe, a queda foi motivada principalmente pela Agropecuária. As condições climáticas desfavoráveis para a agricultura ocasionaram a queda da produção de milho. A variação do Acre, ainda que positiva, também foi afetada pela queda em volume na agricultura, pois o aumento da produção de soja não compensou a retração na produção de mandioca.

Já Rio de Janeiro, Alagoas e Paraíba tiveram impacto negativo, por conta do desempenho da Indústria, influenciado, principalmente, pela queda na atividade de Construção. Na Paraíba, também influíram as Indústrias de Transformação.

Sudeste eleva participação no PIB e Norte, Nordeste e Centro-Oeste reduzem

Entre 2017 e 2018, o Sudeste elevou sua participação na economia brasileira em 0,2 ponto percentual, de 52,9% para 53,1% em relação ao PIB nacional. O ganho de participação ocorreu devido aos desempenhos dos PIBs de Rio de Janeiro (0,6 p.p.) e Espírito Santo (0,3 p.p.), que foram os dois estados com maior acréscimo em valor relativo.

Ambos os estados tiveram desempenho favorecido pela atividade de Indústrias extrativas, em que houve aumento dos preços de petróleo. Esse aumento de participação compensou, na região, a queda de 0,6 p.p. de São Paulo. Minas Gerais não alterou sua participação.

O Sul aumentou sua participação em 0,1 p.p, com contribuição de Santa Catarina, onde se destacaram as atividades de Serviços, e Rio Grande do Sul, impulsionado pelas Atividades profissionais, científicas e técnicas, administrativas e serviços complementares e pelas Indústrias de Transformação. Já as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste perderam participação (-0,1 p.p. cada) em 2018, na comparação com 2017.

As unidades da federação que perderam participação no PIB entre 2017 e 2018 foram: São Paulo (-0,6p.p.), Rondônia (-0,1p.p), Pará (-0,1p.p.), Pernambuco (-0,1p.p.), Paraná
(-0,1p.p), Goiás (-0,1p.p.) e Distrito Federal (-0,1p.p.). Sendo que São Paulo teve, pelo segundo ano consecutivo, a maior perda de valor relativo, apesar da variação em volume positiva e do aumento nominal do PIB.

Preços do petróleo afetaram a participação dos estados no PIB do país

O resultado de São Paulo foi motivado, em grande parte, pelas Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, que perderam peso na economia, devido à redução da taxa de juros. Também tiveram influência as atividades de Construção, Indústrias de Transformação e Agricultura, inclusive apoio à agricultura e pós colheita.

O Pará perdeu participação no PIB nacional, apesar do crescimento em volume de 3,0%, devido ao desempenho relativo das Indústrias extrativas e das retrações na Agricultura, inclusive apoio à agricultura e à pós colheita devido à redução no cultivo de mandioca, e de Indústrias de Transformação.

Rondônia também perdeu participação, apesar do crescimento em volume acima da média, mas neste caso devido ao aumento de custos na geração de energia elétrica.

Por outro lado, Pernambuco, que em 2017 foi um dos destaques de ganho de participação em função da indústria automobilística, perdeu 0,1p.p. em 2018, devido ao efeito dos preços de petróleo que elevaram os custos da atividade de refino.

Em geral, os preços do petróleo tiveram grande papel nas oscilações de participação em 2018, tendo beneficiado os estados com maior peso na extração de petróleo, como Rio de Janeiro e Espírito Santo. O petróleo também contribuiu para a perda de participação de outros estados, como Pernambuco e Paraná, já que a indústria de refino e segmentos das Indústrias de transformação utilizam o petróleo como matéria-prima.

Em termos de posição relativa na participação do PIB, não houve alteração de posições entre 2017 e 2018. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais continuaram a ocupar as três primeiras posições, somando mais de 50% do PIB nacional. Em seguida, os três estados da região Sul (Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina) aparecem na quarta, quinta e sexta posição.

De 2002 a 2018, Mato Grosso cresceu cerca de 5,1% ao ano

Na série 2002-2018, o PIB em volume do Brasil apresentou crescimento médio de 2,4% ao ano. Mato Grosso foi quem mais cresceu entre as 27 unidades federativas, com variação média de 5,1% a.a. Em seguida no ranking vem o Tocantins, com crescimento de 4,9% a.a., Roraima, com 4,2% a.a., e Piauí, com 4,1% a.a.

Mato Grosso, Tocantins e Piauí ganharam relevância nacional no setor de Agropecuária ao longo da série, devido ao cultivo de soja. No caso do Mato Grosso, destaca-se também o cultivo do algodão herbáceo e a criação pecuária de bovinos. O Tocantins avançou ainda nas atividades de Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas e Construção. E o Piauí, por sua vez, destacou-se em Eletricidade e gás, água e esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação, em função aumento da geração de energia elétrica com fonte eólica.

Já em Roraima, a alta se deu, sobretudo, nos serviços de Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletase da Administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social.

Em todos os estados do Norte e Centro-Oeste, as taxas de crescimento anual do PIB ficaram acima da média nacional no período. No Nordeste, apenas Bahia (2,2% a.a.), Rio Grande do Norte (2,0% a.a.) e Sergipe (2,0% a.a.) ficaram abaixo da taxa média da série (2,4% a.a.).

No Sudeste, apenas o Espírito Santo (2,9% a.a.) apresentou variação superior à média nacional. O Rio de Janeiro (1,4% a.a.) teve o menor crescimento médio entre as 27 UFs.

No Sul, Santa Catarina ocupou a maior posição (2,5% a.a.), enquanto a variação percentual do Rio Grande do Sul (1,8% a.a.) foi a segunda menor na comparação nacional.

Em termos de participação no PIB ao longo da série, Centro-Oeste e Nordeste foram as regiões que tiveram maior ganho relativo entre 2002 e 2018, com avanços de 1,3 p.p. e 1,2 p.p., respectivamente, em relação ao total do PIB. No sentido contrário, o Sudeste foi a única região a perder participação. Mas, mesmo com a redução de 4,3 p.p., o Sudeste manteve-se como região de maior participação e representou 53,1% do PIB em 2018 (57,4% em 2002).

O Mato Grosso foi o estado com maior acréscimo de participação ao longo da série, tendo crescido 0,7 p.p. entre 2002 e 2018, o que resultou em um avanço de duas posições relativas no ranking de participação do PIB (da 15ª para a 13ª posição). São Paulo (-3,3 p.p.) e Rio de Janeiro (-1,6 p.p.) foram os dois estados com a maior redução de participação no período, mas mantiveram as posições de primeira e segunda economia do país.

PIB per capita do Distrito Federal é mais de duas vezes o do Brasil

O PIB per capita do Brasil em 2018 foi de R$ 33.593,82 e apresentou um aumento de 5,9% em valor em relação a 2017 (R$ 31.712,65). O Distrito Federal manteve-se como maior PIB per capita brasileiro, com o valor de R$ 85.661,39, cerca de 2,5 vezes maior que o do país.

No ranking de posição, de acordo com o PIB per capita, predominam os estados das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste entre as 10 primeiras colocações.

No Sudeste, São Paulo aparece na segunda posição, Rio de Janeiro na terceira, Espírito Santo na nona e Minas Gerais na décima. Enquanto São Paulo e Rio de Janeiro mantiveram suas posições ao longo de toda a série, Minas Gerais subiu três posições em relação a 2002 e Espírito Santo caiu da sétima para a nona posição. Em relação a 2017, porém, o Espírito Santo subiu uma posição.

Na região Sul, Santa Catarina, aparece na quarta posição entre os maiores PIB per capita do Brasil; mesma posição de 2002. Já Rio Grande do Sul, na quinta, e Paraná, na oitava.

No Centro-Oeste, foi o Mato Grosso que mais avançou em posição relativa, entre 2002 e 2018, saindo da 11ª para a sexta posição, subindo sua razão de PIB per capita de 0,9 no início da série, para 1,2 em 2018. Já o Mato Grosso do Sul avançou da oitava para sétima posição. Por outro lado, Goiás foi o único estado da região com PIB per capita menor que o nacional em toda a série, além de ter caído da décima para 11ª posição entre 2002 e 2018.

Estados do Nordeste concentram os menores PIBs per capita

Entre os estados de menor PIB per capita em 2018, Maranhão e Piauí ocuparam a 27ª e 26ª posição, respectivamente. Abaixo da vigésima posição nesse ranking, estão quase exclusivamente estados do Nordeste, sendo o Acre a única exceção, no 22º lugar.

No Norte, Rondônia foi o estado de maior posição (12ª), com razão de PIB per capita de 0,8 em 2018, e Tocantins (0,7) foi o que mais avançou posições, saindo da 21ª para 15ª posição no período.

Remuneração de empregados perde participação pelo segundo ano consecutivo

Na análise do PIB pela ótica da renda em 2018, a remuneração dos empregados, principal componente da renda, perdeu participação em relação ao ano anterior pelo segundo ano consecutivo, saindo de 44,3%, em 2017, para 43,6% do PIB brasileiro, em 2018. A redução se deve à queda da participação dos empregados com carteira de trabalho assinada na população ocupada, o que fez com que o crescimento nominal das remunerações (4,6%) fosse inferior ao verificado nos impostos, líquidos de subsídios, sobre a produção e importação (9,5%) e no excedente operacional bruto mais o rendimento misto bruto (7,1%).

As regiões Sudeste (-1,1 p.p) e Sul (-0,7 p.p) foram as que mais contribuíram para a perda de participação das remunerações dos empregados no âmbito nacional. No Sudeste, destacou-se o aumento do excedente operacional no Rio de Janeiro e Espírito Santo, atrelado ao aumento do valor adicionado nas Indústrias extrativas.

No Sul, as maiores influências vieram do Rio Grande do Sul, onde houve redução do número de empregados com vínculo empregatício, e de Santa Catarina, onde houve aumento relativo da participação dos impostos, líquidos de subsídios, sobre a produção e importação.

Em contrapartida, o Centro-Oeste manteve-se como a região com maior participação da remuneração dos empregados em sua economia, tendo elevado o peso deste componente no PIB pela ótica da renda, de 47,0% para 47,1%, entre 2017 e 2018. O resultado deve-se em parte ao Distrito Federal, com destaque para os serviços de Administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social.

Norte e Nordeste concentraram a maioria dos estados com maior participação de remuneração de empregados. Acre, Roraima, Amapá, Paraíba e Sergipe tiveram, todos deles, mais de 50% de suas respectivos PIBs voltados para a remuneração dos empregados.

O Sul, segunda região de maior participação no PIB, destacou-se pelo relativo equilíbrio entre os componentes de remuneração de empregados e excedente operacional bruto mais o rendimento misto bruto, que corresponderam a 42,0% e 42,8% da região, respectivamente.
Fonte: IBGE

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