sexta-feira, 5 junho 2020 - 10:19

Hospital Moinhos de Vento oferece tecnologia conhecida como “Big Brother da fertilização”

A procura por clínicas de fertilização vêm aumentando significativamente no Brasil. Em cinco anos, a quantidade de embriões congelados mais do que dobrou: passou de 38,1 mil para 88,8 mil entre 2013 e 2018. O Rio Grande do Sul foi o terceiro estado do país que mais congelou embriões no período, com 8% do total nacional. Os dados são do último relatório do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio), publicado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A busca crescente acompanha os avanços da medicina nesta área. Para o chefe do Serviço de Fertilidade e Reprodução Assistida do Hospital Moinhos de Vento, Eduardo Pandolfi Passos, o desafio é oferecer aos casais tecnologias que aumentem as chances de concretizar o sonho de ter filhos. “Adquirimos o equipamento mais moderno do mundo e que está tornando a fertilização in vitro mais bem sucedida e segura. É uma incubadora com sistema que possibilita identificar os embriões com melhor desenvolvimento e com maiores possibilidades de implantação, e com isso podemos aumentar as taxas de gestação”, afirma o ginecologista.

A incubadora Time-Lapse Esco possui um microscópio acoplado a uma câmera que permite monitorar o desenvolvimento embrionário em tempo real, por meio de imagens que ficam registradas e podem ser analisadas a qualquer momento. São vídeos gravados 24 horas por dia e fotos feitas a cada 5 minutos. Com o novo equipamento é possível obter mais informações e detalhes deste processo do que na observação com um microscópio convencional.

A coordenadora do Centro de Fertilidade do Hospital Moinhos de Vento, Isabel Cristina Amaral de Almeida, explica que o novo equipamento mantém o embrião dentro da incubadora, ou seja, no ambiente ideal durante todo o seu desenvolvimento, sendo retirado apenas para ser implantado no útero ou congelado. No sistema convencional precisa ser removido da estufa em média três vezes para análise no microscópio. Essa movimentação altera a temperatura do embrião, o que pode prejudicar sua qualidade e, consequentemente, reduzir as taxas de sucesso da gravidez.

“Passamos a monitorar a evolução embrionária em tempo real, utilizando recursos de inteligência artificial, o que faz com que o desenvolvimento seja mais bem avaliado. É possível conhecer melhor a morfologia dos embriões e identificar aqueles com maior potencial de implantação. Além disso, a avaliação das imagens pode ser feita por mais de um embriologista, aumentado a precisão do método”, ressalta Isabel.

Colaboração: Melina Fernandes – Moinhos Critério

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