21 janeiro 2021 - 9:15

Governador de SC, Carlos Moisés, é absolvido em processo de impeachment

Moisés estava afastado do cargo há um mês, e agora retornará imediatamente ao cargo no governo do Estado catarinense.

O primeiro processo de impeachment contra o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), foi julgado de forma definitiva nesta sexta-feira (27). Os membros do Tribunal de Julgamento rejeitaram o impeachment de Moisés, o que vai permitir a volta dele ao cargo de governador após um mês de afastamento .

O Tribunal Especial de Julgamento decidiu, por 6 votos a 3, com uma abstenção, absolver o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva (PSL) do primeiro pedido de impeachment contra o gestor,  no plenário da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina), em Florianópolis (SC).

A sessão durou cerca de cinco horas e terminou com uma rápida votação nominal às 14h.

As manifestações individuais, que começaram por volta das 12h30min, os julgadores já adiantaram a fundamentação e o posicionamento do voto. Dos 10 membros do tribunal, cinco anteciparam voto para rejeitar o pedido de impeachment – os desembargadores Carlos Alberto Civinski, Sérgio Antônio Rizelo, o deputado Maurício Eskudlark (PL), a desembargadora Cláudia Lambert de Faria e o desembargador Rubens Schulz. Esse número, se confirmado na votação, já será suficiente para livrar Mosés do impeachment.

Dois integrantes, o deputado Sargento Lima (PSL) e o desembargador Luiz Felipe Siegert Schuch, adiantaram que vão manter o voto a favor do impeachment de Moisés. Um julgador, o deputado Luiz Fernando Vampiro (MDB), disse que irá se abster da votação. O deputado Kennedy Nunes (PSD) chegou a indicar que manteria o voto dado na primeira sessão a favor do impeachment de Moisés, mas apresentou pedido de vista. O deputado Laércio Schuster (PSB) não antecipou a declaração de voto – na votação, ele também votou pela rejeição do impeachment de Moisés.

Três deputados mudaram o voto em relação à primeira votação – todos haviam votado pelo afastamento de Moisés no fim de outubro. Maurício Eskudlark (PL) e Laércio Schuster (PSB), desta vez, votaram pela rejeição da denúncia contra Moisés. Luiz Fernando Vampiro (MDB) pediu abstenção.

Entre os desembargadores, as posições da primeira votação se mantiveram até aqui. Foram quatro indicações de voto pela rejeição do impeachment e uma a favor do impedimento – novamente do desembargador Luiz Felipe Siegert Schuch.

HC Notícias

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