23 setembro 2020 - 9:48

Esforço repetitivo leva a formação de cisto sinovial

O surgimento de um caroço arredondado e mole próximo da articulação ou perto de músculos e de tendões, que geralmente são indolores, porém podem causar formigamento, perda de força ou sensibilidade na região afetada. Se você identificou algumas dessas características é possível que o diagnóstico seja de cisto sinovial – nódulo cheio de líquido sinovial, explica o médico ortopedista e traumatologista Joaquim Reichmann.

Esse nódulo é benigno e se desenvolve, principalmente, no pulso, no joelho e no quadril. Porém, também pode se formar no ombro, no cotovelo, nos dedos da mão, na parte superior do pé (dorso) e no tornozelo. De acordo com Reichmann, entre os fatores de risco para o surgimento dos nódulos estão: tendinites e corridas com calçado inadequado, osteoartrite, artrite reumatoide, trauma agudo ou crônico, instabilidade articular, lesões por esforço repetitivo ou ainda defeito na articulação.

“Esses cistos podem aparecer em qualquer idade, não apresentam sinais inflamatórios e ocorrem com mais frequência para quem desempenha atividades repetitivas. O diagnóstico é realizado, principalmente, pelo exame físico, pois os nódulos são formados para fora das articulações, o que possibilita apalpar e visualizar. Quando menores ou ocultos são identificados pela ultrassonografia ou pela ressonância magnética”, explica o médico ortopedista e traumatologista.

O tratamento depende do tamanho e dos sintomas apresentados e pode ser feito com fisioterapia, acupuntura, cirurgia ou uso de medicações. Os cistos que são indolores e não causam danos funcionais não necessitam de intervenção e são apenas monitorados. Outro método inclui a aspiração do líquido do cisto com uma agulha, no consultório médico com anestesia local. Após a retirada pode ser injetada uma solução de corticoides para auxiliar no processo de cura. Além disso, para amenizar os sintomas o paciente pode aplicar gelo no local afetado, por 10 a 15 minutos, várias vezes ao dia.

 Os casos resistentes à abordagem clínica podem ser tratados com cirurgia. No entanto, de acordo com Reichmann, embora o procedimento cirúrgico seja simples, deve ser indicado apenas como última opção de tratamento.

MARCOS A. BEDIN

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