20 outubro 2021 - 10:09

Envenenamento de felino deixa moradora indignada

A morte de uma gatinha com sinais de envenenamento trouxe tristeza e indignação à moradora do bairro São Cristovão, Olga Maria da Silva. O caso foi registrado na quarta-feira, quando a família notou o sumiço do animal, que retornou à residência mais tarde com fortes dores.

“O meu irmão procurou por ela e, quando eu cheguei em casa, à noite, ela estava desesperada, com dor e em um estado deplorável. Eu levei em uma veterinária e ela não estava, mas me pediu para comprar um medicamento, meu irmão foi e, nesse meio tempo, não deu tempo, ela faleceu”, explica Olga. “Eram sinais de envenenamento, ela estava com falta de ar e vomitava. Nós saímos com ela no colo no desespero, não deu nem tempo de dar o medicamento”, acrescenta.

A gatinha que morreu tinha oito meses e era filhote de uma fêmea adotada há mais de um ano pela família de Olga. “Três gatinhas foram abandonadas e aparecerem lá em casa. Elas ganharam ninhadas e, nesse meio tempo, eu fui castrá-las. Mas, não foi possível, porque elas estavam amamentando. Daí elas engravidaram novamente. Hoje, estou com uns 15 gatinhos e não tenho coragem de abandonar eles, de jeito nenhum”, acrescenta a moradora.

A moradora relata que tem recebido insultos da vizinhança, devido à quantidade de animais. Por isso, desconfia de quem seja o autor do envenenamento. “Eles me conhecem, sabem o trabalho que eu estou passando. A minha mãe faleceu, tenho duas pessoas acamadas, trabalho fora. Eu acho que é muita ruindade. Certos seres humanos perderam o valor, porque isso não se faz”, lamenta. “Eu queria que as pessoas caíssem na real, porque fazer isso com um animal é muita covardia. O bichinho não sabe se defender”, acrescenta a Olga.

Outra situação também chateia a criciumense. Olga conta que os animais frequentam um terreno baldio e que isso incomoda os moradores. “Jogaram fezes [dos gatos] na parede da minha casa, e é sarapico, dá trabalho para limpar. Eu já disse que eu limpo, eles podem me chamar, eu não me importo”, finaliza.

Olga, agora, teme pela vida dos outros animais. Os gatinhos filhotes, com cerca de três meses, estão disponíveis para doação. Quem tiver interesse, pode entrar em contato pelo telefone (48) 99625-4162.

Fonte: TN SUL

 

- Anúncio -
-Anúncio-
-Anúncio-
-Anúncio-