23 setembro 2020 - 11:11

Endividamento dos aposentados com crédito consignado é o maior da história

O crédito consignado é a modalidade de empréstimo bancário mais barato que existe no mercado. Diante desse fato as pressões dos bancos e dos familiares têm feito aumentar o endividamento dos aposentados e pensionistas.

No ano de 2019 o endividamento bateu recorde e foi o maior da história alcançando o valor de R$ 138,7 bilhões. Segundo o Banco Central, ao longo do ano passado, os débitos dos segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) cresceram R$ 13,5 bilhões, ou seja, mais de R$ 1,1 bilhão ao mês. Muitos endividados não estão conseguindo cumprir seus compromissos em dia.

Para piorar a situação financeira os aposentados e pensionistas do INSS estão devendo também no cheque especial e no cartão de crédito.

Em muitas regiões do país, principalmente no Norte e Nordeste, os aposentados são arrimo de família. Em grande parte dos lares é a única fonte de renda. Como se trata de uma renda baixa a pressão dos familiares obriga os idosos a contraírem empréstimos sob o risco de abandono em seus cuidados.

Para evitar abusos, o INSS restringiu o acesso dos bancos a aposentados e pensionistas pelo menos nos seis primeiros meses de recebimento dos benefícios previdenciários. O problema é que depois disso o assédio das instituições financeiras é total e os familiares se aproveitam dessa pressão bancária para forçar e até mesmo impor aos idosos a tomarem empréstimos.

Apesar do endividamento crescente o crédito consignado é a melhor maneira que os aposentados e pensionistas possuem para sair do sufoco de sua renda fixa baixa. A questão é que eles devem ser orientados para não ultrapassar o seu próprio limite de endividamento e não ficarem em condições de inadimplência. Também devem evitar contrair mais de um empréstimo.

É necessário que o governo, através do INSS, realize uma campanha nacional de conscientização sobre o crédito consignado para evitar os abusos. É necessário também que haja uma proibição de assédio via telefone.

Por Maurício Oliveira / COBAP

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