18 setembro 2020 - 8:44

Educação ambiental mantida durante isolamento social

Comitê Araranguá fornece kits educativos para alunos da escola Castro Alves conseguirem participar de aulas à distância

Divulgação/Lucas Renan Domingos

A educação também precisou se adaptar ao período de pandemia do novo coronavírus. Diante da suspensão das aulas presenciais, escolas e professores tiveram que se reinventar e encontrar alternativas para manter o ensino. O Comitê da Bacia do Rio Araranguá e Afluentes Catarinenses do Rio Mampituba é parceiro dos educadores e tem colaborado para que a educação ambiental permaneça ativa durante o isolamento social. Alunos do 5º ano da Escola de Educação Básica Castro Alves, em Araranguá, receberam kits com materiais educativos elaborados e fornecidos pelo comitê para acompanharem as aulas da disciplina de Ciências da professora Janete Costa.

“Nas habilidades presentes na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e no planejamento das atividades do 5º ano da escola Castro Alves, está inclusa a educação ambiental, onde abordamos os temas água, lixo e tecnologia. Solicitei ao comitê os materiais de apoio, os quais são foram feitos especialmente para educação infantil. São jogos e brincadeiras educativas que proporcionam aos alunos o conhecimento, de forma ilustrada, sobre as características da bacia e afluentes do Rio Araranguá. Os materiais ainda incluem os mapas da região da bacia, onde eles podem se localizar, trabalhando além da disciplina de ciências, a geografia”, explicou a professora.

Por conta da pandemia as aulas da escola Castro Alves passaram a acontecer de forma remota, por meio de uma plataforma na internet. Como nem todos os alunos possuem a tecnologia à disposição, os kits foram encaminhados para aqueles que não têm acesso ao aplicativo, sem prejudicar a continuidade da grade de aulas.

“Nós temos uma parceria com a escola. E sempre desenvolvemos atividades presenciais com os alunos. Neste momento de isolamento, a professora nos solicitou o material para que ela pudesse trabalhar de forma remota as aulas de gestão de recursos hídricos, tendo esse subsídio de material. É uma forma de desenvolver as atividades das crianças e também pensando na preservação dos recursos naturais como forma de incentivo para que os alunos pensem na importância a preservação”, afirmou a engenheira ambiental e assessora técnica do Comitê Araranguá, Michele Pereira da Silva.

Um dos alunos beneficiados foi Maikon Weingartner Soares. Ele recebeu o kit em casa e realiza as atividades com o acompanhamento remoto da professora Janete e com a ajuda da família. “Eu entendi que muita chuva causa destruição e pouca chuva faz a estiagem. Se não chover, tem a seca e falta água. Temos que preservar a natureza. Podemos reunir os moradores da nossa comunidade para buscar soluções na cooperativa para cuidar da nossa Bacia do Rio Araranguá”, relatou o aluno.

Por Lucas Renan Domingos – Jornalista (JP/SC 0006464)

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