5 dezembro 2020 - 7:13

Dia Internacional de Prevenção à Trombose alerta para doença que pode matar uma em cada quatro pessoas

Especialistas usam a data para reforçar ações preventivas como hábitos saudáveis e o acompanhamento e tratamento dos fatores de risco

De acordo com a Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia, uma em cada quatro pessoas morre por condições causadas pela trombose no mundo. Para chamar a atenção e orientar sobre os riscos e cuidados, a organização promove o Dia Internacional de Prevenção da Trombose, em 13 de outubro. O evento global propõe uma série de atividades informativas de prevenção e diagnóstico precoce que envolvem a comunidade médica e a população em geral.

A trombose é causada pela formação de um coágulo que pode bloquear o fluxo de sangue na região afetada. Os especialistas alertam que doenças como Acidente Vascular Cerebral (AVC), infarto e embolia pulmonar nada mais são do que tromboses. Apesar da alta frequência, muitas pessoas desconhecem suas principais causas, sintomas e métodos preventivos.

As causas da trombose

Existem duas situações distintas que resultam em trombose. Uma delas, de origem venosa, ocorre quando um coágulo de sangue obstrui uma veia. Ele pode migrar e ocasionar embolia pulmonar. O outro tipo é a trombose arterial, que costuma ser mais grave. Essa situação ocorre quando o coágulo de sangue ou uma placa de gordura bloqueia uma artéria. Acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e infartos podem ser consequências de tromboses arteriais.

Uma das principais causas da trombose venosa é genética. São as denominadas trombofilias, uma predisposição de integrantes de determinadas famílias a formar trombos. Entre as tromboses adquiridas destacam-se aquelas decorrentes de  período pós-operatório, em pacientes com câncer, pelo tabagismo, durante a gestação, em função de tratamentos hormonais, como o uso de anticoncepcionais ou reposição na menopausa e em pacientes acamados e vítimas de acidentes.

Mais atividade, menos riscos

O cirurgião vascular do Hospital Moinhos de Vento, Marcelo Melzer Teruchkin explica que um dos pilares na causa da trombose é a estase venosa, quando o sangue fica parado dentro das veias. “Qualquer pessoa que fique, demasiadamente, em uma mesma posição, como em voos longos ou pacientes acamados, apresenta risco elevado para o desenvolvimento da trombose”, afirma.

O médico ressalta que a trombose e a embolia pulmonar estão entre as complicações graves da COVID-19. Também, que em virtude do isolamento social, uma das consequências da pandemia, diversas pessoas ficaram mais sedentárias, com pouca atividade durante o dia, e esse fator pode ser um agravante para o surgimento da trombose. “O resultado do trabalho em casa acaba por deixar a pessoa em uma mesma posição e inativa por um longo período”, salienta.

Prevenção e bons hábitos

A chefe do Serviço de Neurologia e Neurocirurgia do Hospital Moinhos de Vento, Sheila Martins, cita que atualmente há uma expressiva união de médicos de diversas especialidades, como neurologistas, cardiologistas, pneumologistas, angiologistas e cirurgiões vasculares, para tratar fatores de risco como forma de prevenção. “Estamos somando esforços para orientar a população sobre a importância de controlar doenças crônicas e tratar o colesterol elevado, diabetes, problemas circulatórios, fibrilação atrial e arritmias, depressão e estresse. Manter essas condições controladas reduz as chances do desenvolvimento de uma trombose. A prevenção pode salvar as pessoas com propensão a qualquer tipologia de trombose”, observa.

A neurologista acrescenta que medidas simples como manter uma alimentação saudável, praticar atividades físicas regularmente, não fumar, evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e manter o peso adequado são fundamentais para a prevenção.

Colaboração: Moinhos Critério

- Anúncio -
-Anúncio-
-Anúncio-
a href="#">
-Anúncio-