25 setembro 2020 - 8:25

Conheça um pouco da história da comunidade de Furninhas em Orleans

A comunidade ganhou este nome por ser menor em número de famílias, que a vizinha comunidade de Rio das Furnas. A localidade foi também chamada de São José, São Vendelino, Santa Cruz e Alto Rio das Furnas. A ocupação das terras iniciou na localidade de Santa Cruz e foi se expandindo para o Oeste.

Os primeiros habitantes eram predominantemente de origem alemã. Ergueram ali a capela de alvenaria, em honra a São Vendelino. Era capelão o jovem Nicolau Böguer de apenas 16 anos de idade. Por volta de 1920, quando a maioria dos alemães havia vendido suas terras aos imigrantes italianos e migrado para outras regiões, os italianos resolveram construir uma nova capela, mas não mais na localidade de Santa Cruz e sim na localidade de Furninhas, local mais centralizado. A decisão foi então de demolir o capitel de Santa Cruz, onde também já havia um pequeno cemitério.

Demolido o capitel onde estava o altar foi colocada uma grande cruz de pedra para marcar o local. Mais tarde foi construído o novo capitel, ficando a cruz em seu interior. A construção da capela de Furninhas iniciou em 1923 e foi inaugurada dia 07 de março de 1927. Recebeu a bênção do Pe. Guilherme Farinha da Silva. Carlos Della Giustina e Moisés Peron doaram o terreno, para a construção da capela. No ano de 1934, sob as bênçãos do Pe. Antônio Kondlick recebeu a imagem de São Vendelino e de Nossa Senhora do Bom Parto. Quando de sua visita pastoral em 1935, o Bispo Dom Joaquim Domingues de Oliveira sugeriu a mudança de padroeiro, o que não foi acatado pelos moradores. Com o crescimento da comunidade, tornou-se necessário um local maior para as celebrações e encontros religiosos.

No ano de 1989, a capela foi demolida e uma outra iniciada no local. A nova capela foi inaugurada em outubro de 1994, no dia da festa do padroeiro São Vendelino, pelo Pe. Lino Brunel, pároco.

A comunidade de Furninhas deu à Igreja a um sacerdote, Pe. Tiago Heinzen, embora não mais morasse na comunidade quando foi ordenado. Dentre suas irmãs três seguiram a vida religiosa. A festa do Padroeiro São Vendelino é celebrada no mês de outubro. Celebra-se também a festa de São José.

Menina Cecília Roveda

E desde o ano de 2005, uma festa é celebrada em memória da “menina de Furninhas” Cecília Roveda, sempre com centenas de pessoas.

Em 1931, com 11 anos de idade, quando voltava da escola a menina foi atacada por um homem conhecido da família, que após violentá-la, matou-a com várias facadas. A comoção e o medo tomaram conta da comunidade. As investigações comandadas pelo então Delegado de Polícia Senhor Rodolfo Sampaio, em poucos dias encontrou o culpado que logo foi preso.

Desde então, muitas pessoas recorrem à Cecília através de suas preces, e creditam à menina graças alcançadas. No local do crime, a comunidade de Furninhas construiu um capitel que foi dedicado a Nossa Senhora de Fátima.  Cecília foi assassinada em 1931, após resistir a uma tentativa de violência sexual. O fato aconteceu na comunidade de Furninhas, que fica no limite entre os municípios de Braço do Norte, Orleans e Grão-Pará.

Com o passar dos anos, o local passou a receber peregrinos que depositam na menina Cecília Roveda sua fé e solicitam sua intercessão. Alguns relatos de graças alcançadas são atribuídos à menina. Fato que pode ser observado no capitel e também junto à capela onde a menina fora sepultada, no cemitério da comunidade.

O Padroeiro: São Vendelino

Viveu na Alemanha no século VI. Era pastor de ovelhas, mas também cuidava de todos os animais doentes, como um veterinário nômade. Seu “bom coração” o fazia ser muito estimado pelo povo. Chegou a ir a Roma a pé, para pedir ao papa proteção para a sua terra. Seus restos mortais estão conservados numa capela na cidade de St. Wendell, na Alemanha. Os imigrantes alemães trouxeram a devoção a São Vendelino ao Brasil, passando a venerá-lo nas colônias.

Fonte: Paróquia Santa Otília – Por: Gerciana Ascari / Imprensa News Sul

 

- Anúncio -
-Anúncio-
-Anúncio-
-Anúncio-