4 dezembro 2020 - 5:36

Artrose nas mãos: diagnóstico e tratamento precoce favorecem a cura

Atividades manuais repetitivas e extenuantes, predisposição genética e falta de proteção térmica durante as estações mais frias do ano são fatores de risco para desenvolver artrose nas mãos. “Nesse caso específico a doença começa como uma artrite – que é o processo inflamatório – e com o tempo, caso não seja tratada, evolui para artrose, que é o desgaste da articulação”, explica o médico ortopedista e traumatologista Joaquim Reichmann.

A artrose é a destruição progressiva dos tecidos que compõem as articulações (que permite a mobilidade dos ossos), levando à instalação progressiva de dor, deformação nos ossos, alterações dos músculos e limitação dos movimentos. A enfermidade pode acontecer em qualquer parte do corpo e alguns dos sintomas são rigidez, diminuição da mobilidade articular, perda de flexibilidade, rangidos e estalos nas articulações.

 “Em fase inicial a enfermidade pode ser curada, porém em estágio bem avançado somente é possível amenizar os sintomas. O tratamento primeiramente destina-se a combater o processo inflamatório e depois a manter a mobilidade articular”, alerta Reichmann. De acordo com o fisioterapeuta e osteopata, Edson Bramati, ainda entre as recomendações estão fisioterapia, ultrassom no modo pulsado à ressonância de 1MHZ e terapia a laser. “Geralmente, opta-se por um tratamento repositor de cartilagem aliado a um específico de fortalecimento, além das técnicas osteopáticas de mobilização”, comenta.

Como medidas de prevenção, Reichmann orienta evitar lavar roupas ou louças com água fria e utilizar luvas térmicas para proteção das mãos, pois as temperaturas baixas reduzem a circulação sanguínea piorando o quadro e aumentando a dor do paciente. Outra recomendação é reduzir o tempo das atividades manuais repetitivas e limitar a duração de trabalhos de digitação no computador ou no celular.

Bramati destaca a importância de realizar alongamentos de extensão dos músculos intrínsecos das mãos após longos períodos de digitação. “O ideal é fazer alongamentos de tração leve e suave dos dedos e dos punhos, sem provocar estalidos, com movimentos de flexão e extensão”, esclarece.

Por Marcos A. Bedin: MB Comunicação – MTE SC 00085-JP

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