2 dezembro 2020 - 11:03

ARTIGO – Empresários: pró-labore, sim

Segundo uma pesquisa realizado pelo SEBRAE, a cada cinco empresas abertas no Brasil, três delas fecham em menos de dois anos.

A falta de maturidade e compreensão do que precisa ser feito com relação a organização financeira é um dos principais obstáculos do novo empreendedor. O novo empresário que não separa pessoa física de pessoa jurídica perde o controle do dinheiro e certamente prejudicará um em detrimento do outro.

Ou seja, aquele que usa o dinheiro da empresa para seu custo pessoal, tende a desviar seu fluxo de caixa para finalidades, que não da empresa. Desastre à vista.

Para quem deseja que sua empresa esteja entre as que perduram, fazer a separação é indispensável.

O primeiro passo é o empreendedor compreender que precisa ter um salário, sim! Afinal de contas, ele exerce atividade dentro da empresa, e como “empregado” que também é, precisa ter um salário que faça jus a sua função e compreenda seus custos mínimos de subsistência.

Como empresário, não é fácil ser criativo ou motivado para tocar um negócio quando as dívidas da pessoa física tiram a paz de qualquer empresário. E ficar tirando dinheiro da empresa para satisfazer os credores dos sócios, como vimos, não é saudável.

Logo, o próximo passo para estruturação financeira é avaliar o salário mais justo possível. Nesta etapa, avaliar quanto se pagaria para um colaborador exercer a mesma atividade que está sendo executada pelo empresário.

Lembre-se que quem trabalha no operacional, recebe como operacional, tático (gerência) como tático e estratégico (diretor) como estratégico.

Um diretor de uma empresa, certamente tem um salário maior que a equipe operacional, afinal, sua visão estratégica tem um peso de responsabilidade diferente, por isso seu salário é diferente. Mas já vi muitos empresários executando serviço operacional e retirando pró-labore como diretor, um erro imaturo.

Uma análise importante nesta hora se faz necessária: o “salário” a ser pago sempre levará em consideração o porte da empresa. Ou seja, nesse caso, o faturamento médio do negócio em construção.

Um erro comum acontece quando o empreendedor se paga um pró-labore muito maior do que o porte de suas empresas suporta, uma sangria desvairada. Outra falha que já evidenciei é quando o empreendedor retira um salário acima da média para a função que exerce dentro de sua empresa.

Se quer ganhar mais, precisa-se trabalhar mais em questões estratégicas. Só assim uma empresa cresce.

Por fim, ter uma organização financeira pessoal que permita uma saúde econômica, sobretudo no início de um negócio, permitirá que sua empresa avance de forma sólida e com responsabilidade. Quando isso acontece, o lucro é inevitável e você desfrutará dos seus louros.

Para mais dicas como essa, acompanhe-me nas redes sociais e se precisar de uma consultoria especifica para a gestão financeira e contábil da sua empresa, conte com nossa equipe.

Renato Moreira (@renato.moreira7)

Por Renato Moreira, consultor empresarial

Por Ricardo Macuco – RMCOM Comunicação

- Anúncio -
-Anúncio-
-Anúncio-
a href="#">
-Anúncio-