25 setembro 2020 - 9:26

Altas temperaturas, riscos mirabolantes

O verão chegou, e associado as altas temperaturas, nada impede as mulheres de desfilarem o seu corpo esbelto, seja pelo bronzeado ou valorização estética. Quanto aos homens, vinculados ao porte físico, contamos com o longo período de exposição praticando atividade física ao ar livre. Hoje, estes sacrifícios podem valer a pena financeiramente, quando associados a sua imagem nas mídias digitais. Só que logo adiante, o resultando pode ser não satisfatório.

Consequentemente, as pessoas não deixam de estar expostas aos malefícios da radiação ultravioleta (UV) do sol e à sua exibição inadequada, pois não meçam os malefícios quando relacionado a sua saúde.  Descrito como o Câncer de maior incidência no Brasil, e respondendo por 33% de todos os diagnósticos da doença no país. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) registra a cada ano, o aparecimento de no mínimo 180 mil novos casos, o que torna o câncer de pele o 2º  tipo de Câncer que mais mata na lista, o que faz com que  a informação fique mais assustadora do que já era, pois a tendência é só aumentar.

Definimos o câncer de pele devido ao seu crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Essas células se dispõem formando camadas de acordo com as que forem afetadas. Estando definidas em diferentes linhagens, podem ser definidas como: Câncer de Pele não Melanoma (CPNM); Com letalidade baixa, porém, seus números são muito altos. A doença é provocada pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele,  a procedência é de 6,2 mil casos em 2019, dos quais 2.920 em homens. Quanto ao Melanoma (CPM); É o menos frequente e o mais grave, detectado em 4% dos pacientes, nas fases iniciais é curável, mas sem tratamento, pode implicar no surgimento de metástases que causam elevada mortalidade.

A maior parte da população vitima deste câncer é masculina, pois acaba se expondo mais ao sol. “Quando falamos de câncer de pele, lembramo-nos das antigas gerações expostas durante muitos anos na infância Os homens dessa geração trabalhavam mais expostos ao sol do que as mulheres, e isso faz com que o índice de câncer de pele em homens seja maior”, com cerca de 70 ou 80 anos, que hoje possui o maior risco. Classificado como o tipo de câncer mais comum na sociedade em geral. Estima- se que mais de 85 mil de novos casos eram de homens e mais de 80 mil mulheres para cada ano do biênio 2018-2019. Esses valores condizem a um risco estimado de 82,53 casos novos a cada 100 mil homens e 75,84 para cada 100 mil mulheres. No mundo, as maiores taxas de incidência do câncer de pele está propicio a aparecer em países como Austrália e Nova Zelândia, ou seja, populações com predominância da cor de pele mais clara.

O câncer de pele é o mais incidente em homens nas regiões Sul (160,08/100 mil), Sudeste (89,80/100 mil) e Centro-Oeste (69,27/100 mil). Nas demais regiões, como Nordeste (53,75/100 mil), está na segunda posição. Entre as mulheres, é o mais incidente em todas as regiões do País. O fato do câncer de pele ser maior na região Sul do que no Nordeste, aponta a radiação ultravioleta como sendo o maior motivo da estatisticamente. Santa Catarina é o estado com alto registro. Registrando os maiores números de mortes pela doença estão em Joinville, Florianópolis e Blumenau. Das 1.190 mortes que ocorreram devido ao câncer de pele em 2010 e 2015, 110 foram em Joinville, 87 em Florianópolis e 66 em Blumenau.

Podemos ressaltar que o aparecimento desconhecido de manchas, sinais e pintas escuras devem facilitar o diagnóstico da neoplasia, desempenhando um papel fundamental para a melhora do prognóstico e redução do Câncer de Pele e acompanhando as inúmeras maneiras de reduzir os fatores de risco que facilitam o desenvolvimento do Câncer de Pele. A principal recomendação para a prevenção do câncer de pele é evitar a exposição ao sol, principalmente nos horários em que os raios solares são mais intensos (entre 10h e 16h), bem como utilizar óculos de sol com proteção UV, roupas que protegem o corpo, chapéus de abas largas, sombrinhas e guarda-sol, além de ficar alertas a  quantidades de nevos, cor de pele branca, exposição solar excessiva. Desprotegida cumulativa ou intensa com queimadura que favorece o desenvolvimento do câncer, em especial quando ocorrem nas primeiras décadas de vida. 1-3, histórico familiar de câncer de pele, e procedência do aparecimento de neoplasia maligna. Essa identificação de fenótipos de risco pode ser favorável em ações de saúde pública visando às prevenções primária e secundária; Primária: previne sobre riscos de determinada enfermidade. Secundária: consiste no diagnóstico precoce, e a Terciária que previne deformidades, recidivas e morte. Essa identificação de fenótipos de risco pode ser favorável em ações de saúde pública visando às prevenções primária e secundária.

Especialistas alertam que deve haver uma  preocupação redobrada em caso de queimaduras solares, que muitas vezes são adquiridas na praia, piscina ou até mesmo no dia a dia. Por isso, como prevenção, deve-se evitar um grande período de exposição ao sol.  “Sempre que aparecer uma nova lesão, que sangra ou que não cicatriza, deve-se procurar um especialista”, recomendou. Quando diagnosticado a tempo, mais rápido a cura.

Em dezembro, visando conscientizar a população sobre a importância da prevenção, a Sociedade Brasileira de Dermatologia promove a campanha “Dezembro Laranja”. Vamos nos conscientizar e cuidar da saúde da nossa pele.

Fontes :

http://www.osaopaulo.org.br/noticias/homens-sao-os-mais-atingidos-pelo-cancer-de-pele-no-brasil

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0365-05962010000200007

https://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/doencas-e-problemas/cancer-da-pele/64/#sintomas

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