21 janeiro 2021 - 9:31

A expectativa de vida em Santa Catarina é a maior do Brasil: em média 79,9 anos

Expectativa de vida aumentou em 3 meses em 2019 em relação a 2018 , atingindo 76,6 anos

Os dados de 2019 são do relatório de mortalidade divulgado pelo IBGE nesta quinta-feira, 26. O índice de longevidade é reflexo da qualidade de vida de quem vive no estado e das ações do Governo do Estado em prol da população.

Segundo o relatório, mulheres vivem em média 6,5 anos a mais que os homens. Mesmo assim, em Santa Catarina o cenário para eles é favorável. No Estado, ambos têm a maior expectativa de vida do país, sendo 83,2 anos para mulheres e 76,7 anos para os homens.

Uma pessoa nascida no Brasil em 2019 tinha expectativa de viver, em média, até os 76,6 anos. Desde 1940, a esperança de vida aumentou 31,1 anos. E a longevidade feminina é, em média, sete anos acima da dos homens.  A expectativa de vida fornecida pelo estudo é um dos parâmetros para determinar o fator previdenciário, no cálculo das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social.

Em 1940, uma pessoa ao completar 50 anos, por exemplo, tinha uma expectativa de viver mais 19,1 anos. Já em 2019, a esperança de vida para uma pessoa nessa faixa etária seria de 30,8 anos. Ou seja, atualmente vive-se, em média, quase 12 anos mais.

No entanto, a expectativa de vida muda conforme a idade da pessoa e o sexo, sendo que a taxa de mortalidade dos homens é sempre superior à das mulheres. E é aos 20 anos que essa chamada “sobremortalidade masculina” atinge seu pico. Em 2019, um homem de 20 anos tinha 4,6 vezes mais chance de não completar os 25 anos do que uma mulher do mesmo grupo de idade.

“Na faixa entre 15 e 34 anos existe maior disparidade entre a taxa de mortalidade da população masculina em relação à feminina. Isso ocorre devido à maior incidência de óbitos por causas externas ou não naturais, como homicídios e acidentes, que atingem com maior intensidade a população masculina jovem. A expectativa de vida masculina no país poderia ser superior à que se estima atualmente, se não fosse o efeito das mortes prematuras de jovens por causas não naturais”, comenta Fernando Albuquerque, demógrafo do IBGE.

Mas, de forma geral, em todas as faixas houve declínio da mortalidade ao longo do tempo. E o fato de que, em 1940, a população de 65 anos ou mais representava 2,4% do total e, em 2019, o percentual passou para 9,5% é um indicativo de que os brasileiros estão vivendo por mais tempo. Um modo de se perceber esse movimento de maior longevidade é observar a probabilidade de uma pessoa que atingiu os 60 anos chegar aos 80 dentro do país.

“A diminuição da mortalidade nas idades mais avançadas fez com que as probabilidades de sobrevivência entre 60 e os 80 anos de idade tivessem aumentos consideráveis entre 1980 e 2019 em todas as unidades da federação”, destaca Fernando Albuquerque.

Em 1980, de cada mil pessoas que chegavam aos 60 anos 344 atingiam os 80 anos de idade. Em 2019, este valor passou para 604 indivíduos na média do Brasil. Porém, nem todas unidades federativas se destacaram nesse processo evolutivo.

O Distrito Federal, por exemplo, que na década de 80 era o primeiro no ranking de estados com maior índice de sobrevivência na faixa de 60 anos (402 por mil pessoas), se manteve entre os três primeiros em 2019 (651 por mil), ficando atrás apenas do Espírito Santo (655 por mil) e empatando com Santa Catarina (651 por mil). Já o Ceará, que em 1980 era o segundo do ranking (394 por mil), caiu para a 11ª posição em 2019 (584 por mil), ficando abaixo da média do país (604 por mil). Já Rondônia era o último colocado em 1980 (160 por mil), e se manteve na posição em 2019 (496 por mil), sendo o único estado que não chega a atingir um índice acima de 50%.

Além disso, em 2019, todos os estados da região Sul tiveram um percentual acima da média Brasil (604 por mil) de pessoas de 60 anos com probabilidade de atingir os 80. Já do Sudeste, o único estado que ficou abaixo dessa média foi o Rio de Janeiro (598 por mil).

Mortalidade infantil caiu 91,9% desde 1940

A mortalidade infantil caiu de 12,4 por mil em 2018 para 11,9 por mil em 2019. De 1940 a 2019 a mortalidade infantil caiu 91,9%, sendo que a taxa de mortalidade entre 1 a 4 anos de idade diminuiu 97,3%.

Em 1940, a taxa de mortalidade infantil era de cerca de 146,6 óbitos para cada mil nascidos vivos; já em 2019, a taxa foi de 11,9 por mil. E a taxa de mortalidade na infância (crianças de até 5 anos) declinou de 212,1 por mil para 14,0 por mil nesse mesmo período. Sendo que cerca de 85,6% das crianças que não chegam aos 5 anos falecem no primeiro ano de vida e 14,4% entre 1 e 4 anos de idade.

“As taxas médias brasileiras ainda são altas comparadas a países desenvolvidos. Na Suécia, por exemplo, a taxa de mortalidade das crianças menores de 5 anos é de 2,5 por mil. No Brasil, temos uma taxa de 2,0 por mil para as crianças de 1 a 4 anos, quando a mortalidade está ligada a fatores sociais e econômicos, e de 11,9 por mil antes do primeiro ano que vida, quando as mortes estão mais ligadas a fatores biológicos, somando 14,0 óbitos para cada mil nascimentos antes de completar cinco anos de vida”, explica o pesquisador Fernando Albuquerque.

A meta dos objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS) para o Brasil é de, até 2030, reduzir a mortalidade neonatal para, no máximo, 5,0 por mil e a mortalidade de crianças menores de 5 anos para, no máximo, 8,0 por mil.

O Espírito Santo é o estado brasileiro com menor taxa de mortalidade infantil (7,8 óbitos a cada mil nascidos vivos). Já o Amapá tem o maior índice entre os estados (22,6 por mil), atingindo quase o triplo de mortes do ES.

Fonte: IBGE
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